Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

Bolsa retrocedeu 0,85% mas sobe 0,4% na semana

18 SET 2010Por 07h:16

São Paulo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou a semana sem sair do campo negativo. Na cena externa, o pessimismo do consumidor americano não animou os investidores. As notícias do front europeu também não ajudaram, com temores renovados sobre a Irlanda. Internamente, a proximidade do vencimento de opções afetou os negócios e contribuiu para enfatizar o tom negativo do dia. O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, retrocedeu 0,85%, aos 67.089 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,06 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones (Bolsa de Nova York) subiu 0,12% no fechamento das operações.
Opções são contratos que negociam direitos de compra ou de venda sobre um ativo (no caso, ações). Por esse motivo, perto do dia de vencimento das opções (quando o direito deve ser exercido, ou não), a volatilidade dos negócios da Bolsa aumenta, pois investidores tendem a atuar no mercado à vista para favorecer o seu ganho com esses contratos.
Em geral, as ações da Petrobras e da Vale são os maiores alvos desses investidores, porque o maior número de opções é derivado justamente desses dois papéis. Ontem, as ações da petrolífera tiveram um momento de “respiro” e subiram moderadamente --0,30% no caso das preferenciais e 0,73% no caso das ordinárias. Já as ações da mineradora seguiram o fluxo geral e tiveram perdas em torno de 1%.
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,719, em alta de 0,17%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,719 e R$ 1,713.
Entre as principais notícias do dia, sondagem da Universidade de Michigan mostrou que o consumidor dos EUA está menos otimista em relação à economia: o índice de confiança teve uma leitura de 66 pontos no mês passado, ante um resultado de 68,9 pontos em agosto e 67,8 em julho. O resultado ainda é preliminar e deve sofrer novas revisões.
No front doméstico, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) registrou uma inflação de 1,12% em setembro, ante 0,46% em agosto, pela leitura do IGP-10. Economistas do setor financeiro projetavam uma variação de 1,16%.

Leia Também