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Campo Grande - MS, domingo, 21 de outubro de 2018

Boletins de ocorrências policiais podem ser padronizados no País

11 AGO 2010Por 07h:55
Brasília

Os boletins de ocorrências registrados pela polícia poderão ser padronizados no País. A proposta é de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), e tramita na  Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, podendo ser votada já na próxima reunião desse colegiado. A intenção é facilitar o trabalho da polícia e o intercâmbio de informações com delegacias de outros estados.
Pelo projeto, são várias as informações que deverão constar no boletim de ocorrência, a começar pelo nome, endereço e profissão da pessoa que noticia o crime. Deve ainda ser registrada a data, hora e o local em que foi prestada a informação, bem como a narração do fato e das circunstâncias que indiquem o cometimento do crime.
Ainda de acordo com assessoria do Senado, também deverá constar do documento a individualização do suposto autor do delito, com nome, endereço e profissão, se possível, ou seus sinais característicos. A tipificação da conduta, com indicação expressa do dispositivo legal penal, e a indicação de possíveis testemunhas, com nome, endereço e profissão, se possível, também será necessária. As assinaturas do informante e do delegado de polícia deverão encerrar o boletim. Observações acerca da narrativa ou do preenchimento do documento deverão ser lançadas em campo apropriado. Pelo Projeto (PLS 65/06), ainda que não seja possível concluir qual delito foi cometido, deverá ser indicado o tipo provável e registrada a ressalva no campo das observações.
O projeto prevê, ainda, um prazo de 180 dias, a contar a partir da sanção da lei, para que as polícias estaduais e federais promovam as alterações necessárias para a padronização dos respectivos formulários de boletim de ocorrência. Para justificar a necessidade da padronização do boletim de ocorrência, Valdir Raupp (PMDB-RO) explica que, atualmente, cada Estado define o modelo de boletim que entende mais adequado, “isso sem falar na inexistência de regras para preencher o documento”. Dessa situação, frisa o autor, resultam registros deficientes e mesmo incorretos das ocorrências, impossibilitando que se conheça com fidelidade o quadro da segurança pública no País, o que comprometerá a eficácia das ações policiais e dos programas implementados no setor.
Ao apresentar parecer favorável à aprovação do projeto, a relatora, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), reconheceu que os boletins de ocorrência são de fundamental importância para a segurança pública, e que o Brasil já estava discutindo a uniformização do preenchimento do documento, por meio do Sistema Único de Segurança Pública. “A padronização dos boletins permite a elaboração de estatísticas confiáveis e a instituição de um banco nacional de dados sobre segurança pública, a partir dos quais as autoridades podem elaborar planos para reduzir a ocorrência dos delitos”, assinalou a relatora.
A proposta tramita na CCJ em decisão terminativa, aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis e, se aprovada, será encaminhada para análise da Câmara.
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