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Boas maneiras na web

Boas maneiras na web

Redação

11/05/2010 - 00h30
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OSCAR ROCHA

Comumente associada às celebrações e encontros sociais, a etiqueta busca entrar de sola no mundo virtual. Com a popularização dos computadores e acessibilidade na transmissão de banda larga, tornou-se necessária a propagação de boas maneiras, que facilitem a convivência no ciberespaço. “Sem dúvida, o assunto é muito pertinente na atualidade. A etiqueta no uso do computador é extremamente necessária, facilita a convivência. Imagine o trânsito sem regras, com certeza, os acidentes seriam constantes. O mesmo pode acontecer em outros espaços, como a internet”, aponta a paulista Sofia Rossi, profissional especializada em etiqueta e boas maneiras, atualmente radicada em Brasília.

Sofia aponta que o mundo virtual, mesmo com suas particularidades, acaba reproduzindo muito dos que as pessoas fazem fora dele, não sendo um mundo à parte. “Mesmo quando se escondem por meio do ‘nick’ (apelido) falso, acabam mostrando muito da própria personalidade, como o ciúme, o ego inflado e a má educação”. Para o editor do Caderno Informática do Correio do Estado, Cleidson Lima, as boas maneiras na internet, em algumas situações, não são somente arma contra gafe e certo mal-estar social, mas ajudam, também, a evitar problemas no aspecto técnico. “Encher a caixa de mensagens dos outros é falta de etiqueta e pode trazer problema técnico, fora o tempo que se gasta em selecionar e apagar coisas desnecessárias”, avalia Cleidson.
A empresária e cantora Bruna Campos, de Campo Grande, é uma das que enfrentam esse problema com frequência. “Minha caixa de mensagens fica cheia. Não fui consultada para receber muito do que recebo. Sei que conseguiram meu endereço por meio de e-mailing numa loja. Outra coisa comum é receber e-mail no celular e você abre achando que é coisa importante, mas não é; depois se paga por esse serviço. Tudo isso tem a ver com a falta de etiqueta”, constata Bruna.

“Cheguei a bloquear alguns endereços por me enviarem e-mails indesejados”, conta o comerciário Genivaldo Pereira da Cruz. “É uma falta de tato. A pessoa devia mandar perguntando se quer receber esse tipo de mensagem. Há casos, ainda, daqueles que a gente mal conhece e qualquer assunto que aparece na internet mandam para vermos”. Cruz destaca a falta de etiqueta nas salas de bate-papo. “Muitas vezes, a gente passa conversando com a pessoa durante algum tempo e, sem mais, nem menos, somos deixados sozinhos, sem qualquer tipo de despedida. Isso é muito chato. As pessoas deveriam ter a mesma atitude real no mundo virtual, sair civilizadamente da conversa”.

Para a publicitária Cynthia Silveira, um dos sinais da falta de etiqueta é o envio das correntes. “É um absurdo receber aquilo, não tem nada a ver”. Mesmo com a queixa, ela considera natural o comportamento inadequado de alguma pessoa. “Quem entra na rede está se expondo e sabe que o jogo tem suas regras; há, de certa forma, um acordo virtual”, aponta. Concorda que o mundo virtual repete o mundo real. “Da mesma forma que somos importunados no mundo real, somos no mundo virtual. Às vezes estamos em casa e alguém que não foi convidado bate à nossa porta”, compara.

Campo Grande

Ademar Jr. vai assumir a Secretaria Municipal de Inovação e Desenvolvimento Econômico

A nomeação foi publicada, nesta quinta-feira (18) no Diogrande; Ademar esteve a frente de pastas estratégicas do governo de Mato Grosso Sul

18/04/2024 17h10

Com perfil técnico atuou em diversas pastas do governo do Estado Divulgação Funtrab

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O prefeita Adriane Lopes nomeou, na tarde desta quinta-feira (18), o médico-veterinário Ademar Silva Junior, para assumir o comando da Secretaria Municipal de Inovação e Desenvolvimento Econômico (Sidragro).

A nomeação foi publicada, nesta quinta-feira (18), no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). Ademar assume a vaga de Adelaido Vila, que deixou a pasta para disputar uma cadeira na Câmara Municipal nas eleições deste ano. Vila, durante todo o período em que comandou a pasta, cumulou a o cargo de secretário com o de presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL). 

Próximo à senadora Tereza Cristina (PP), foi convidado para auxiliar a equipe de transição de trabalho quando ela assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil.

Ademar trabalhou com Tereza Cristina enquanto ela esteve a frente como secretária de Estado do Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de MS (pasta que deu lugar para a Semadesc).

Experiente, Ademar Silva, atuou como secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e posteriormente assumiu como diretor-presidente da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) no governo de Mato Grosso do Sul.

Além disso atuou como presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul); superintendente de Indústria e Comércio e Turismo da Seprotur (hoje Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação); presidente do Conselho Curador da Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar); presidente do Conselho Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar AR/MS); vice-presidente de Finanças da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA);  presidente da ANATER, contribuindo sobremaneira para o desenvolvimento sustentável do Estado sul-mato-grossense.

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Salários

Governo tenta barrar PEC que turbina salário de juízes em meio a greves

As estimativas iniciais do Ministério da Fazenda indicam impacto de R$ 42 bilhões por ano

18/04/2024 15h00

Proposta patrocinada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que garante 5% de aumento para juízes. Divulgação

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O governo federal se prepara para tentar barrar o avanço da proposta patrocinada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que garante 5% de aumento para juízes, promotores, delegados da Polícia Federal, defensores e advogados públicos.

A PEC (proposta de Emenda à Constituição) do Quinquênio foi aprovada nesta quarta (17) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e deve entrar na pauta de votações do plenário para as cinco sessões de discussão previstas em regimento.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), afirmou nesta quinta (18) que o ministro Fernando Haddad (Fazenda) deve conversar com Pacheco quando voltar de Washington, nos Estados Unidos, onde participa de agendas do G20 e do Fundo Monetário Internacional.

"Não me parece adequado o Congresso sinalizar uma matéria para o topo da carreira do funcionalismo público enquanto não há proposta para os servidores. O governo tem feito um esforço fiscal em diferentes áreas. Vamos dialogar e pedir bom senso e reflexão do Congresso", disse.

Professores e servidores de instituições federais de ensino estão em greve desde segunda (15). Nesta quarta (17), os grevistas marcharam pela Esplanada dos Ministérios e fizeram um aulão em frente à sede do MEC (Ministério da Educação).

O avanço da PEC no Senado acendeu o alerta no governo. O líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), afirma que as estimativas iniciais do Ministério da Fazenda indicam impacto de R$ 42 bilhões por ano, a depender do número de carreiras e da extensão do penduricalho para aposentados.

A Afipea (Associação dos Funcionários do Ipea) estima que, com a inclusão de advogados, defensores públicos e delegados da PF, o impacto do quinquênio no caixa da União chegará a R$ 9,9 bilhões por ano.

"Não está claro na PEC o que vai acontecer com os aposentados. Até 2003 tinha paridade. Quem está aposentado vai querer requerer 35% de reajuste no ganho de aposentadoria. O volume de categorias que já estão pedindo inclusão. Não sei em que orçamento cabe essa proposta", disse Wagner.

A proposta altera a Constituição para garantir aumento de 5% do salário para as carreiras contempladas a cada cinco anos, até o limite de 35%. A atuação jurídica anterior dos servidores públicos -na advocacia, por exemplo- poderá ser usada na contagem de tempo.
 

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