domingo, 22 de julho de 2018

Artes Visuais

Bienal de São Paulo chega ao fim com metade do público esperado

12 DEZ 2010Por THIAGO ANDRADE16h:53

Esperando receber um milhão de pessoas em três meses, a 29º Bienal de São Paulo conseguiu levar ao pavilhão localizado no Parque do Ibirapuera 533 mil pessoas, mantendo-se no mesmo patamar da edição de 2006. Entre polêmicas e acertos, a bienal deste ano conseguiu recuperar o prestígio da fundação que amargou dívidas e problemas nos últimos anos.

O orçamento de R$ 25 milhões serviu para a criação de obras imponentes como é o caso de "Bandeira branca", de Nuno Ramos. Na obra polêmica, que sofreu ataques de pichadores e acabou sendo condenado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) a retirar os urubus que faziam parte do trabalho, o artista paulistano discute a morte da canção por meio de uma estrutura que perspassa os três andares do prédio.

Moacir dos Anjos, curador da mostra ao lado de Agnaldo Farias, lamentou em entrevista à Folha de São Paulo o fato de a polêmica em torno de algumas obras ter ocupado o centro do debate e ofuscado outros trabalhos. "Isso fez com que pessoas não prestassem atenção a uma série de trabalhos muito importantes, que passaram batidos", diz Moacir. "Essa polêmica se deu de maneira muito rasa, superficial."

Superando algumas expectativas, como o número de professores treinados, que chegou aos 30 mil, a Bienal obteve acertos. A seleção de obras ao redor da confluência de temas como arte e política foi bem feita, trazendo desde artistas inovadores como o chinês Ai Weiwei aos trabalhos consagrados de Paulo Bruscki e Hélio Oiticica. Se "Há sempre um copo de mar para um homem navegar", a mostra conseguiu mostrar que a arte é um campo tão vasto quanto um oceano.

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