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Campo Grande - MS, sábado, 17 de novembro de 2018

NA JUSTIÇA

Bicheiro Cachoeira e outros réus ficam calados

26 JUL 2012Por 00h:00

Os sete réus da ação penal da Operação Monte Carlo interrogados ontem (25), em Goiânia, recusaram-se a falar sobre o esquema apontado pela Polífica Federal (PF) de exploração ilegal de jogos e corrupção no Centro-Oeste. O juiz Alderico Rocha decidiu encerrar a audiência no final da tarde, cerca de uma hora e meia depois do início dos depoimentos, lembrando que os réus tinham o direito de ficar calados.

Além de Carlinhos Cachoeira, apontado pelo Ministério Público como líder do esquema, foram ouvidos os réus Lenine Araújo, Wladimir Garcez, Gleyb Ferreira, Idalberto Matias, José Olímpio de Queiroga Neto e Raimundo Queiroga Neto. Geovani Pereira da Silva, acusado de ser o contador do grupo, não compareceu à audiência porque está foragido desde o dia 29 de fevereiro, quando a operação foi deflagrada.

Quarto réu interrogado, Cachoeira não respondeu às perguntas mais incisivas do juiz alegando que o processo tem falhas, mas aproveitou a ocasião para fazer declarações de amor à esposa, Andressa Mendonça. Seu silêncio contradisse ele próprio já que havia afirmado, em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, no Congresso Nacional, que não falaria aos parlamentares porque só iria fazê-lo em depoimento à Justiça.

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