terça, 17 de julho de 2018

Bento XVI ataca aborto e defende casamento tradicional

7 NOV 2010Por Do Terra e agências internacionais12h:54


BARCELONA
 

O papa Bento XVI atacou neste domingo (7) o aborto e defendeu a família tradicional em clara crítica às leis liberais a este respeito do governo socialista espanhol de José Luis Rodríguez Zapatero, durante a consagração do templo da Sagrada Família.

“A Igreja se opõe a todas as formas de negação da vida humana e apoia quanto se promove a ordem natural no âmbito da instituição familiar”, recordou Bento XVI durante a missa celebrada na então consagrada basílica da Sagrada Família de Barcelona, no segundo e último dia de sua viagem à Espanha.

Depois do protesto de gays e lésbicas, que realizaram um “beijaço” durante a sua passagem do papa para chegar ao templo da Sagrada Família, Bento XVI defendeu a família como a união de um homem e uma mulher, em um país em que o casamento entre pessoas de mesmo sexo foi aprovado há cinco anos.

O Pontífice também defendeu a união “entre um homem e uma mulher” num momento em que na Espanha as pessoas do mesmo sexo podem se casar, depois da adoção, há cinco anos, de uma lei que converteu o país no terceiro da Europa a permitir isso, depois da Holanda e Bélgica.

O chefe da Igreja católica pediu aos Estados que deem “atenção, proteção e ajuda” à família tradicional e à vida humana. O Vaticano se opõe totalmente ao aborto e a qualquer forma de eutanásia. “Somente onde existem o amor e a fidelidade nasce e perdura a verdadeira liberdade”, estimou o Papa sobre sua visão do casamento.

O Papa pronunciou estas palavras quatro meses depois que entrou em vigor no país a nova legislação espanhola sobre o aborto, que o Vaticano classificou de “insensata”. A nova lei, que amplia a anterior, permite o aborto livre dentro de um prazo de 14 semanas e autoriza o aborto de maneira excepcional até 22 semanas de gravidez em caso de risco para a vida e a saúde da mãe ou em caso de graves malformações do feto.


 

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