domingo, 22 de julho de 2018

MUNDO

Bento 16 pede que Costa Rica lute contra a impunidade e o narcotráfico

3 DEZ 2010Por FOLHA ONLINE20h:34

O papa Bento 16 recomendou nesta sexta-feira à Costa Rica que o país reprima a "impunidade, a delinquência juvenil, a injustiça e o narcotráfico", em discurso para o novo embaixador costa-riquenho na Santa Sé, Fernando Felipe Sanchez Campos.

O pontífice afirmou que para isso é preciso reforçar "meios importantes, como a segurança, uma adequada formação das crianças e dos jovens, a devida atenção aos presos, a eficaz assistência sanitária para todos, assim como os programas que levam a população ao nível digno de vida e um trabalho descente".

Estas ações podem contribuir com o desenvolvimento e com a paz na Costa Rica, principalmente após as chuvas torrenciais que atingiram o país, destacou o papa, durante a cerimônia de entrega das credenciais do novo diplomata no Vaticano.

Sanchez Campos substitui Luis Paris Chaverri, que estava à frente da embaixada desde fevereiro de 2007.

POBREZA

De acordo com um dos últimos comunicados oficiais divulgados pela presidente costa-riquenha, Laura Chinchilla, as chuvas causadas pela tempestade tropical "Tomás" afetaram 4.897 pessoas diretamente, das quais 2.852 ainda estariam refugiadas em albergues. Ainda ficaram danificadas 2.540 residências.

No discurso, o líder máximo da Igreja Católica abordou muitos aspectos da situação da Costa Rica que preocupam a instituição, entre eles "a pobreza, a violência doméstica, o desemprego e a corrupção", além da "necessidade de garantir a dignidade inviolável da pessoa, começando pela proteção à vida humana".

Para Bento 16, é "prioritário que as novas gerações adquiram a convicção de que os conflitos não se derrotam com a força, mas convertendo os corações à verdade, combatendo a miséria e o analfabetismo, fortalecendo o Estado de Direito e dando vigor à independência e eficácia dos tribunais de justiça".

O papa ainda incitou a nação centro-americana a "preservar o ambiente e a buscar um equilíbrio entre desenvolvimento humano e conservação dos recursos" naturais.

Bento 16 também abordou o Pacto de San José, "no qual se reconhece expressamente o calor da vida humana desde sua concepção. Desta forma é desejável que a Costa Rica não viole os direitos do feto com leis que legitimem a fecundação in vitro e o aborto", recomendou ele.

A "união e estabilidade da família, instituição que está sofrendo", ressaltou o pontífice, continua sendo um elemento certo para a educação dos filhos e dos cidadãos. Ele defendeu que, em Cristo, "o homem encontra sempre a força" "para instaurar a justiça social, o bem comum e o progresso integral das pessoas".

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