Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

MERCADO

Benefícios às mães aumentam produção

8 MAI 2011Por FOLHA ONLINE17h:00

Em algumas empresas, quem se torna mãe pode ter benefícios como trabalhar de casa, reduzir o horário do expediente, afastar-se em licença não remunerada, receber auxílio financeiro para babá ou utilizar berçários e creches da própria companhia.

A política de benefícios, porém, não pode ser vista como favor às funcionárias, afirmam especialistas.

Se, de um lado, as mulheres se sentem mais seguras com o filho próximo a elas, de outro, empresas ganham tanto em atração e retenção de funcionárias como em aumento de rendimento.

O berçário no qual as trabalhadoras da Bombril podem deixar seus filhos de até dez meses, por exemplo, é um atrativo para novas funcionárias, diz a gerente de recursos humanos da companhia, Márcia Mazzetto.

A analista de planejamento estratégico-financeiro Lucimara Ramirez, 35, tem deixado seu filho, Rafael, de cinco meses, no berçário da empresa durante o expediente.

"Ele é um bebê que ainda depende totalmente de mim. Depois de ficar quatro meses em casa cuidando dele, só voltei ao trabalho porque pude trazê-lo", diz Ramirez.

A analista afirma ter acelerado o ritmo de sua produção para poder permanecer mais tempo ao lado do filho, que visita cerca de quatro vezes durante o expediente.

"Quando ele chora mais do que o normal, as enfermeiras me chamam para ficar com ele", afirma.

Para a coordenadora do centro de carreiras da pós-graduação da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Adriana Gomes, o crescimento profissional depende não apenas da competência das trabalhadoras mas também do suporte oferecido a elas pela empresa.

"Muitas vezes, a ascensão da carreira de uma executiva só acontece quando há espaço dentro da organização para conciliar os papéis de mãe e de profissional", analisa.

Para ela, os benefícios a gestantes e a mães de crianças pequenas são uma forma de combater o preconceito com a maternidade dentro das empresas.

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