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Campo Grande - MS, quinta, 18 de outubro de 2018

Bebê pode salvar a vida do irmão

18 MAI 2010Por 06h:50
bruno grubertt

Em procedimento inédito em Mato Grosso do Sul, células-tronco retiradas do cordão umbilical de um bebê indígena nascido ontem de manhã, em Campo Grande, podem salvar a vida do irmão, um menino de 12 anos que sofre de aplasia de medula, um tipo raro de leucemia que prejudica a produção do sangue.

O esperado nascimento ocorreu ontem de manhã, por volta das 10h30min, no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). O bebê, de aproximadamente 3 quilogramas, nasceu de parto cesariana e é saudável. Ontem à tarde, mãe e criança permaneciam internados sob observação médica e passavam bem. A família mora em uma aldeia em Amambai.

As células-tronco do cordão umbilical do quinto filho da indígena Jesabel Benites, 33 anos, foram colhidas pela equipe médica com auxílio de um kit especial e enviadas para um laboratório no Rio de Janeiro junto com amostra de sangue de Jaquison Benites, o irmão de 13 anos, para que seja verificada a compatibilidade. De acordo com os médicos, há 75% de chances de as células do bebê serem compatíveis com a medula do irmão. Antes de a mãe resolver engravidar para tentar curar o filho de 13 anos, a compatibilidade já havia sido testada com outros parentes do garoto, porém, não houve sucesso.
A
tualmente, por conta da deficiência na medula, o menino Jaquison, da etnia caiuá, precisa passar constantemente por transfusões de sangue, feitas no Hospital Regional, e passar tempos internado, visto que a falta de glóbulos brancos no sangue (células responsáveis pela defesa do organismo contra doenças) deixa a imunidade  do organismo baixa, o que inspira cuidados.

Se confirmada a compatibilidade, os procedimentos de transplante serão feitos quando o estado de saúde de Jaquison estiver estabilizado.
Os custos do armazenamento e conservação do cordão umbilical serão pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os primeiros atendimentos ao indígena foram possíveis por conta do trabalho feito por equipes da Fundação Nacional de Saúde em Mato Grosso do Sul (Funasa/MS). Por meio da Casa de Apoio à Saúde do Índio (Casai/MS), o órgão recebe a população indígena de 75 aldeias de Mato Grosso do Sul e estados vizinhos que necessitam de atendimento médico de alta complexidade em hospitais.
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