sexta, 20 de julho de 2018

SUCESSÃO NA CAPITAL

Base aliada terá apenas um candidato

24 DEZ 2010Por LIDIANE KOBER00h:00

O governador André Puccinelli (PMDB) avisou ontem que, no segundo semestre de 2011, irá reunir os partidos da base aliada para definir os critérios de escolha do candidato a prefeito de Campo Grande, nas eleições de 2012. Até agora, pelo menos 10 nomes já foram cotados para entrar na disputa da mais cobiçada prefeitura do Estado. Diante da dezena de interessados, o governador espera entrar em consenso com os pré-candidatos para evitar racha em sua base aliada.

"Quem quiser se unir no projeto do prefeito Nelsinho Trad e do governador André, que vai ser comum, terá de sentar para conversar conosco e definir os critérios de escolha", declarou ontem Puccinelli, na solenidade de inauguração da primeira etapa do Residencial José Teruel Filho, no Bairro Dom Antônio Barbosa.

No encontro com os representantes dos partidos da base aliada, o governador vai consultar as lideranças de cada legenda sobre seu projeto na sucessão da prefeitura da Capital. "Quem que é o candidato do PP, não tem? Vai se coligar? Tem! que apresente o nome", exemplificou. As mesmas perguntas, Puccinelli repetirá ao "PTB, PT do B, PRB, PR, PMDB, PSDB e DEM". "Têm oito, nove, dez candidatos. Muito bem, quais serão as regras que vocês, que são os pré-candidatos, querem", continuou.

Dessa forma, Puccinelli espera manter unida sua base aliada. "Depois, de aceitas as regras, lá na frente, não digam que o juiz influenciou", comentou. "Então, todos terão espaço de voz e de voto, mas não tem o direito de, aceitando as regras, não cumprirem a palavra empenhada. O povo não gosta de traidor", acrescentou.

Sobre os critérios de escolha, o governo citou algumas opções, mas frisou que a decisão final caberá aos pré-candidatos. "Poderá ser pesquisa qualitativa, quantitativa, quem tem recursos, quem consegue agregar maior número de partidos", elencou. "Como nós fizemos (em 2004) com o Nelsinho, Edson Giroto, Celina Jallad e Waldemir Moka. Reunimos todo mundo, todo mundo aceitou as regras, não houve briga, aceitaram as regras e nenhum desertou", recordou. "Foi o Nelsinho o escolhido e venceu. Todo mundo dizia que a minha preferência era o Giroto, vamos supor que fosse, mas não foi imposto", ressaltou.

Da base aliada de Puccinelli, até ontem, foram contados para disputar a Prefeitura de Campo Grande o suplente de senador Antonio João Hugo Rodrigues (PTB), os deputados federais eleitos, Edson Giroto (PR), Reinaldo Azambuja (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), os deputados estaduais Marquinhos Trad (PMDB), Carlos Marun (PMDB) e Márcio Fernandes (PTdoB), o vereador Paulo Siufi (PMDB), a senadora Marisa Serrano (PSDB) e a primeira-dama Maria Antonieta Trad (PMDB).

 Trincheira oposta
Cientes da importância da prefeitura da Capital, partidos, inicialmente da trincheira oposta à do governador, também estão de olho na disputa. Segundo o senador Delcídio do Amaral, o PT "ainda está discutindo" quem poderá representar a legenda na eleição. "Tem o Paulo Duarte, tem o Pedro Kemp, o próprio Vander (Loubet), o Pedro Teruel também disse que seu nome está à disposição", citou. "São vários candidatos e eu acho que a tendência nessa campanha eleitoral de Campo Grande é ter muitos candidatos para forçar um segundo turno", completou.

Para o senador, o pleito de 2012 poderá ser a oportunidade de o PT acabar com a hegemonia do PMDB no comando da prefeitura da Capital. "Acho que o clima está muito bom para a gente mudar. Mudar é bom porque você traz novos valores, novas lideranças, você testa novas políticas públicas", finalizou.

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