sexta, 20 de julho de 2018

EUROPA

Bancos centrais analisam dívida e câmbio

9 JAN 2011Por DA REDAÇÃO15h:07

 

Os bancos centrais internacionais reúnem-se neste domingo e segunda-feira na cidade suíça de Basileia para analisar o atual endividamento da Europa e outras questões como as taxas de câmbio. Na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS), os bancos centrais do Grupo dos Dez e outros países industrializados e emergentes discutem estes e outros aspectos sobre a situação do sistema financeiro em reunião à qual também estão convidados os executivos-chefes dos grandes bancos comerciais.

O Tesouro espanhol colocará à prova na próxima quinta-feira sua credibilidade no mercado de dívida com o leilão de bônus para cinco anos, a primeira do exercício, e a primeira desde que a China confirmasse sua intenção de seguir comprando dívida soberana espanhola.

Na semana passada, a rentabilidade da dívida pública portuguesa para dez anos subiu aos níveis máximos há oito meses pelo risco de fracassarem os leilões que Portugal realizará na próxima semana.

A desconfiança dos mercados para investir na Espanha fez subir novamente o risco, diferença entre a rentabilidade dos bônus nacionais para dez anos (5,56%) e os alemães ao mesmo, até 269 pontos básicos. A alta do risco do negócio se deve à desconfiança dos mercados de investir na Espanha e se situa em sua cota mais alta desde 30 de novembro de 2010.

Outros países periféricos da zona do euro como a Grécia, que junto com a Irlanda tiveram de solicitar o resgate da União Europeia (UE), e Itália tentarão de colocar emissões de dívida no mercado a próxima semana.

Estados, bancos e empresas na Europa inundaram nos primeiros dias do recém-estreado 2011 em mercado de dívida com uma emissão de 23 bilhões de euros. Os países da zona do euro querem emitir em janeiro dívida no valor de 80 bilhões de euros, pelos cálculos do banco americano Citigroup. A emissão de dívida dos países que compartilham o euro ficará este ano em 850 bilhões de euros.

O BIS, que foi fundado em 17 de maio de 1930 e reúne-se bimestralmente, fomenta a cooperação monetária e financeira internacional e atua como banco para os bancos centrais que são seus clientes. O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, porta-voz dos governadores dos bancos centrais do G10, dará entrevista coletiva na segunda-feira para explicar as deliberações.
 

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