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ECONOMIA

Banco vai tomar medidas impopulares contra inflação

Banco vai tomar medidas impopulares contra inflação
27/02/2010 05:05 -


O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou ontem que a autoridade monetária tem que atuar de forma técnica e consistente, mesmo tomando decisões impopulares, sinalizando uma possível alta na taxa básica de juros, a Selic, nos próximos meses. A próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) será nos dias 16 e 17 de março. “Atuar de forma consistente significa também não evitar decisões tecnicamente justificadas que, no curto prazo, possam parecer antipáticas ou impopulares, mas que visam, sim, o bem comum”, disse em discurso na cerimônia de posse de Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo para a diretoria de Assuntos Internacionais do Banco Central. Economistas consultados pelo órgão mantiveram a previsão para a Selic em 11,25% no fim do ano na última pesquisa Focus, divulgada segunda-feira passada. A taxa está atualmente em 8,75% ao ano – no fim de janeiro, o Copom manteve a taxa nesse patamar pela quarta reunião seguida. Para 2011, a projeção do mercado subiu de 11% para 11,25%. Na quarta-feira (24), o Banco Central anunciou o aumento na alíquota do depósito compulsório para 15%, que havia sido reduzida para 13,5% durante a crise para liberar mais recursos para o mercado. Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a medida deve elevar o custo do crédito. Ano eleitoral No evento, Meirelles afirmou ainda: “enganam-se aqueles que esperam mudanças na conduta do BC em função do calendário cívico”, referindose às eleições. Sobre a rotatividade na diretoria do Banco Central, que nos últimos meses teve a troca de dois diretores, o presidente do órgão ressaltou que isso nunca afetou a atuação da autoridade monetária e não há motivos para acreditar que isso pode acontecer a partir de agora. O próprio Meirelles pode ser uma das baixas do Banco neste ano se decidir ser candidato nas próximas eleições.

Felpuda


Malfeitos que teriam sido praticados em tempos não tão remotos podem ser a pedra no caminho de pré-candidatura que está sendo costurada. As conversas ainda estão nas “ondas da rádio-peão”, mas, com a proximidade da campanha eleitoral, há quem diga que isso se tornará uma tremenda dor de cabeça para quem vai enfrentar as urnas. Pior:  o dito não seria culpado direto, mas sim a sua...  Bem, deixa rolar para ver onde vai parar.