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Banco do Brasil quer reduzir sua taxa de spread para 4% em dois anos

14 AGO 12 - 22h:00agência brasil

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, informou hoje (14) que a instituição manterá a estratégia de obter retorno financeiro por meio do aumento das operações de crédito e acenou para a possibilidade de uma queda do spread bancário [diferença entre as taxas de captação e as cobradas dos clientes] de 7% para 4%, em dois anos.

A instituição também anunciou hoje lucro líquido de R$ 3,008 bilhões no segundo trimestre.

Para o dirigente, as condições econômicas do Brasil com tendência de novos cortes na taxa básica de juros, a Selic, favorecem este tipo de modalidade.“Não se consegue nível de rentabilidade se não tiver [bom] desempenho de crédito”, defendeu. Segundo ele, há uma folga para emprestar a custo cada vez menor aos tomadores de financiamento, mas ainda existe muito conservadorismo no mercado.

Por meio do Programa Bom pra Todos, lançado em 4 de abril deste ano, em que o banco introduziu um novo tipo de relacionamento com os clientes e reduziu as taxas de juros tanto para empresas quanto pessoas físicas, o desembolso médio diário em operações de crédito direto ao consumidor (CDC) cresceu 65,8%. Até o fechamento de junho, houve a adesão de 500 mil clientes.

Entre os vários produtos oferecidos no sistema de crédito foi registrado destaque para o crédito imobiliário, com recorde de contratações e saldo de R$ 9,8 bilhões, o que representa um acréscimo de 90,2% em 12 meses. Com um total de 7.464 operações no segundo trimestre, essa foi a melhor marca desde 2008, quando o banco iniciou essas contratações.

De acordo com Bendine, o BB não precisará recorrer ao Tesouro para um novo aporte de capital ao contrário do que anunciou, na semana passada, a diretoria da Caixa Econômica Federal. De acordo com o executivo, há uma situação confortável nas finanças.

Com emissões de títulos no país e no exterior, a instituição captou R$ 5,5 bilhões no segundo trimestre, atingindo um índice de capitalização de 14,6%, acima do registrado no primeiro trimestre (14,2%), o que garante uma margem superior ao patrimônio de referência em R$ 23,2 bilhões e um crescimento de R$ 120,5 bilhões em ativos de crédito.

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