Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

REAÇÃO

Bancada do PMDB defende Eduardo Cunha

Bancada do PMDB defende Eduardo Cunha
11/03/2014 17:00 - Folhapress


Em reposta à estratégia do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), saiu em defesa do colega Eduardo Cunha (RJ) e classificou de "impossível" o isolamento do líder do PMDB, que representa uma bancada de 76 deputados. Alves afirmou ainda que "isso não passa pela cabeça do PMDB".

A fala ocorreu minutos antes da bancada do PMDB aprovar hoje uma moção de apoio a Cunha afirmando que os ataques ao líder representam "ataques ao PMDB" e que extrapolaram "o patamar da civilidade em quaisquer relações".

O Planalto tem trabalhado para isolar Cunha depois que ele protagonizou uma guerra verbal com petistas ao manifestar as insatisfações com o Planalto por conta das negociações da reforma ministerial e com a composição dos palanques regionais. O governo avalia que Cunha extrapolou a tornar públicas as críticas ao governo e também ao liderar a formação de um "blocão" de insatisfeitos com sete partidos da base aliada e um oposicionista para dificultar a vida do Planalto em votações.

"Impossível se isolar o líder da bancada de 76 deputados federais. Pode haver dificuldades, estremecimentos, mas faz parte do jeito político, mas isolar o líder do PMDB isso não passa pela cabeça do PMDB", disse o presidente da Câmara.

A bancada do PMDB começou a discutir a crise com o Planalto no início da tarde. A primeira decisão foi a defesa de Cunha.

Questionado sobre os problemas com o Planalto e a frase da presidente Dilma Rousseff de que só há alegrias na relação com o PMDB, ele alfinetou o PT. "É só alegria mesmo. Lógico que num governo deste tamanho, numa relação entre dois partidos tão grandes tem problemas entre os partidos. Mas a relação com ela, eu acredito ser estável e muito boa", disse.

O presidente da Câmara esteve reunido com o vice-presidente Michel Temer ao longo da manhã no Palácio do Jaburu e depois encontrou com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Segundo Alves, não houve avanços sobre a reforma ministerial.

Votações incômodas
Henrique Alves disse ainda que vai colocar em votação, na noite de hoje, pautas incômodas ao Palácio do Planalto. Uma é a convocação de uma comissão externa para investigar a suspeita de propina de empresa holandesa para a Petrobras. A outra é o Marco Civil da Internet, projeto que Dilma deseja que seja aprovado, mas que aliados ameaçam rejeitar. O governo defende a aprovação do texto do deputado Alessandro Molon (PT-RJ) sobre o Marco Civil, espécie de Constituição da Internet, mas não diante da instabilidade com sua base na Câmara. 

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?