Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

MERCADO FINANCEIRO

Baixas cotações do dólar não devem inibir novas quedas

9 OUT 2010Por Infomoney12h:49

No mês de setembro, a expectativa de um forte fluxo de capital estrangeiro ao País por conta da capitalização da Petrobras (PETR3, PETR4) pressionou as cotações do dólar, levando o governo a anunciar medidas para conter essa queda. Embora grande parte dos analistas tenha demonstrado ceticismo quanto à força desses mecanismos no longo prazo, a expectativa era de que a situação do câmbio tenderia a se normalizar no final do mês com o fim da oferta de ações da petrolífera - o que de fato não aconteceu.

A primeira aposta era de que a divisa norte-americana seria pressionada no curto prazo, mas respeitando o piso de R$ 1,70. Contudo, na última sessão de setembro, o preço da moeda chegou a R$ 1,692, fazendo com que o dólar renovasse sua mínima desde 3 de setembro de 2008. Já no começo de outubro, a tendência continuou e no dia 5, em meio à elevação da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 2% para 4% sobre o capital estrangeiro no mercado de renda fixa, a taxa de câmbio atingiu seu menor patamar desde 2 de setembro de 2008.

Trajetória nos últimos dias
Data Variação Fechamento
29/09 -0,29% R$ 1,705*
30/09 -0,76% R$ 1,692**
01/10 -0,65% R$ 1,681**
04/10 +0,65% R$ 1,692
05/10 -1,00% R$ 1,675***
06/10 +0,42% R$ 1,682
07/10 +0,24% R$ 1,686
*Mínima desde 9 de novembro de 2009
**Mínima desde 3 de setembro de 2008
***Mínima desde 2 de setembro de 2008


Diante de toda repercussão mundial que essa desvalorização do dólar tem ganhado - já que essa tendência não é uma exclusividade do real - e com as discussões acerca de uma possível "guerra cambial" que aparentemente está se formando, o que percebemos tanto dos operadores de câmbio quanto de economistas e acadêmicos é que esse movimento declinante deverá prevalecer no curto prazo.

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