TRÂNSITO

Bafômetro: maioria recusa o teste na Capital

Bafômetro: maioria recusa o teste na Capital
14/07/2012 13:00 - milena crestani


É raro encontrar um motorista que tenha bebido e aceite fazer o teste do bafômetro. Em cerca de 80% das abordagens feitas pela Polícia Militar os condutores recusam-se, conforme o tenente-coronel Alírio Vilassanti, comandante da Companhia Independente de Polícia de Trânsito (Ciptran). Ainda assim, é possível aplicar o auto de constatação de embriaguez e a multa, mas a punição do condutor na Justiça é prejudicada. Na maioria das vezes, conforme o capitão Mauro César Sales Ormay, que coordena diversas blitze no período noturno, os motoristas recusam-se a fazer o teste e só é possível autuá-los quando há evidências de que ele ingeriu bebida alcoólica. “Nestes casos temos como encaminhá-lo à delegacia, mas pela lei o motorista pode recusar o teste já que não é obrigado a produzir provas contra si”, disse.

Em Mato Grosso do Sul, em média 1,8 mil multas são aplicadas ao ano a motoristas dirigindo embriagados, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran/MS). Grande parte é aplicada em Campo Grande. Em 2010, por exemplo, foram 1.865 multas aplicadas em todo Estado e 563 em Campo Grande, ou seja, 30% das ocorrências.
Segundo a Ciptran, desde o início 2009, seis meses depois de a Lei Seca estar vigorando,    até o mês passado, foram 1.876 condutores multados.

Neste período, 791 condutores chegaram a ir para a delegacia, mas a maioria é liberada após pagar fiança e tem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. Não há número de quantos destes condutores recusaram o bafômetro, mas os policiais garantem, são maioria. Há ainda aqueles que são autuados ao simular que vão soprar o bafômetro na tentativa de enganar os policiais e também não são raros os casos de condutores abordados que acabam se exaltando e são detidos por desacato. 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".