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POLÍTICA

Babá eletrônica

Babá eletrônica
22/02/2010 03:25 -


A televisão não sabe o que fazer com as crianças. Bom exemplo é a “TV Globinho”, que já teve dias mais criativos, quando há três décadas a jornalista Paula Saldanha apresentava o “Globinho repórter”, com matérias que interessavam as crianças. Com a decadência dos programas infantis mais glamurosos e ancorados por bonitas apresentadoras, dos quais o “Xou da Xuxa” foi o paradigma, nenhum outro modelo foi desenvolvido para os programas infantis. Com exceção da TV Brasil, com “Um menino muito maluquinho”, “Castelo rá tim bum” e “A turma do pererê”, praticamente não há nenhuma produção nacional para o público infantil. Mas estas são produções realizadas ou concebidas há vários anos. O “Maluquinho” é a mais recente, de 2006. Restam os desenhos animados. O “Bom dia e companhia”, do SBT, com apresentação dos agora adolescentes Priscilla Alcântara e Yudi Tamashiro, exibe sucessos como “Naruto” e “Ben 10”, este último uma poderosa marca internacional. Com uma infinidade de produtos associados ao personagem criado há cinco anos, “Ben 10” continua a encher os olhos dos meninos e a esvaziar os bolsos do pais, esbulhados por crianças ávidas de uniformes, pastas, cadernos, bonecos, mochilas, games e roupas do herói que se transforma em diferentes “aliens”. Nem a franquia “Dragon Ball”, da “TV Globinho”, chega a vender tanto quanto o herói com o relógio Omnitrix. A Globo aposta em alguns desenhos igualmente antigos, mas que mantêm o interesse do público mirim. “Três espiãs demais” é uma das raras produções francesas na tevê brasileira e que continua a ser bem-aceita especialmente pelas garotas. Mas é o velho e simpático “Bob Esponja” que continua a ser um dos grandes trunfos da emissora. A surreal história de uma ingênua esponja, que trabalha como cozinheiro na lanchonete Siri Cascudo e tem como amigos a estrela do mar Patrick e o polvo ranzinza Lula Molusco, conquistou rapidamente a audiência norte-americana e depois a de meio mundo. Em 2009, quando fez 10 anos de criação, seu franchise chegou à absurda cifra de oito bilhões de dólares, para a alegria de seu criador, o biólogo Stephen Hillenburg. Com humor cínico que diverte os adultos e história simples de fácil entendimento pelas crianças, o personagem chegou a ser atacado por ser paranóico, obtuso e cripto-homossexual. Ele absorveu bem as críticas e continua a agradar pais e filhos com suas calças curtas e gravata careta. E, mesmo tornando-se um ícone gay, Hillemburg deixou claro que, como toda a boa esponja, Bob não tem sexo.

Felpuda


Prefeitura de município do interior de MS recebeu recomendação do Ministério Público do Estado no sentido de exonerar servidores comissionados, livres do cartão de ponto, que são parentes de secretários da administração e de vereadores. O nepotismo se tornou um excelente “negócio” por lá, e se até o dia 6 de agosto as devidas providências não forem tomadas, medidas serão adotadas, como ação por improbidade administrativa. Tem gente que não aprende mesmo, né?