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REAÇÃO

Aviação israelense ataca Faixa de Gaza, afirmam fontes palestinas

24 MAR 2011Por clicrbs00h:00

A aviação israelense fez três ataques na madrugada desta quinta-feira (horário local) contra a Faixa de Gaza, sem deixar vítimas, informaram fontes palestinas.

Dois ataques atingiram alvos na cidade de Gaza e o terceiro visou um túnel sob a fronteira com o Egito, na altura da cidade de Rafah, no sul do território palestino. Um porta-voz militar israelense confirmou que "a aviação atacou dois túneis no sul da Faixa de Gaza e uma posição dos terroristas em Gaza".

Segundo o oficial, "os ataques foram consequência dos disparos de 25 foguetes contra Israel no sábado...". Vários tiros de morteiro disparados da Faixa de Gaza atingiram na tarde desta quarta-feira os arredores da zona industrial de Ashkelon, sem provocar vítimas.

Os ataques ocorreram após o enterro de oito palestinos, sendo quatro civis, mortos por disparos israelenses na terça-feira na Faixa de Gaza, e do atentado a bomba contra Jerusalém, nesta quarta quarta.

O atentado contra um ônibus parado em um ponto perto da rodoviária de Jerusalém matou uma mulher e feriu outras 30 pessoas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu país se defenderá "com uma vontade férrea" dos ataques.

— Cronologia: veja as principais datas da conflituosa relação entre israelenses e palestinos


1947/1948
Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprova a partilha da então Palestina entre um Estado árabe e outro judeu. Os judeus - que retornavam em massa à região desde o final do século 19, depois de séculos espalhados pelo mundo - aceitam, mas os palestinos e os países árabes, não. No ano seguinte, Israel declara independência e é imediatamente atacado pelas nações árabes vizinhas. O recém criado país vence o conflito.

1956
Nacionalização do Canal de Suez pelo governo egípcio une Grã-Bretanha, França e Israel contra o Egito. Britânicos, franceses e israelenses vencem a guerra, mas se retiram do território egípcio em 1957, devido à pressão dos EUA e da URSS.

1967
Na Guerra dos Seis Dias, em um ataque preventivo, Israel toma Jerusalém Leste e a Cisjordânia (da Jordânia), as colinas de Golan (da Síria) e a Faixa de Gaza e a Península do Sinai (do Egito).

1973
Guerra do Yom Kippur. Israel repele ataque do Egito e da Síria.

Março de 1979
Israel e Egito assinam nos EUA o acordo de paz de Camp David. Israel devolve o Sinai ao Egito em 1982.

1982
Israel invade o Líbano, com o objetivo de expulsar as forças da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) do sul do país, na fronteira israelense.

Setembro de 1993
Após seis meses de negociações secretas em Oslo (Noruega), Israel e a OLP se reconhecem mutuamente e assinam em Washington uma declaração estabelecendo uma autonomia palestina transitória de cinco anos. O premier israelense, Yitzhak Rabin, e o líder palestino Yasser Arafat apertam as mãos, em um gesto histórico. Em 1994, Arafat retorna aos Territórios Palestinos, após 27 anos no exílio.

Julho de 2000
Na cúpula de Camp David (EUA), palestinos e israelenses não conseguem chegar a um consenso. Dois meses depois, começa a segunda Intifada (rebelião palestina).

Abril de 2003
Divulgação do "Mapa da Paz", plano do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) que previa a criação do Estado palestino até 2005.

Dezembro de 2008
Israel lança ofensiva contra a Faixa de Gaza para coibir ataques do Hamas contra seu território. A Autoridade Nacional Palestina (ANP) se retira das negociações diretas com Israel.

Setembro de 2010
Negociações de paz são retomadas em ritmo lento. Em uma reunião no Departamento de Estado dos EUA, em Washington, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, retomaram as negociações de paz diretas entre os dois povos, depois de 20 meses de paralisação

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