Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

COMBUSTÍVEIS

Aumento do preço do etanol é sazonal e deve continuar até abril

14 OUT 2010Por Infomoney23h:00

Dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo) mostram que o preço do litro do etanol subiu quase 3% nas últimas quatro semanas no Brasil. Somente em Mato Grosso do Sul a alta foi superior a 6%, até a semana passada. Para o presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), José Alberto Paiva Gouveia, os aumentos devem continuar, ao menos, até abril.

“Todos os anos acontece a mesma coisa. Essas elevações são sazonais, porque essa época é de fim de produção”, explica Gouveia. Segundo ele, como ocorre todos os anos, novas quedas do litro do derivado de cana-de-açúcar devem ser verificadas no início da próxima safra, que deve ocorrer entre março e abril do próximo ano.

Gouveia ressalta, porém, que mesmo sendo normal, o aumento que está sendo verificado no preço do litro do combustível, no acumulado do ano, é menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

De fato, dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, de janeiro a setembro, o preço do combustível caiu 9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Considerando apenas o mês de setembro, porém, os dados da ANP mostram que houve um aumento de preço, frente a setembro de 2009, de quase 8,75%. No mês passado, o preço médio do etanol ficou em R$ 1,604, contra os R$ 1,475 registrados no mesmo período de 2009.

Estoques
Embora seja sazonal, o aumento do litro do etanol pode ser reflexo de outros fatores. Gouveia explica que, devido ao dólar, desvalorizado frente ao real, muitas usinas estão produzindo mais açúcar que etanol para exportação.

Com isso, os estoques de etanol podem estar mais baixos que o normal. “Mas isso é difícil de verificar”, ressaltou Gouveia. Para ele, o fato é que com os estoques cheios, a probabilidade de os preços caírem para o consumidor são maiores.

Outro fator que pode influenciar para uma alta ainda maior neste ano é o tempo seco. “Essa falta de chuva faz com que o rendimento da cana fique menor, produzindo menos combustível”, explica.

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