segunda, 16 de julho de 2018

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Atrasos na entrega lideram reclamações em compras de produtos pela internet

12 JAN 2011Por Carlos Henrique Braga00h:00

As lojas online da B2W Companhia Global de Varejo, que controla Americanas, Submarino e Shoptime, vacilam no seu principal desafio: entregar os pedidos no prazo, que varia de sete a nove dias úteis. O Procon de Mato Grosso do Sul atendeu 118 consumidores insatisfeitos com atrasos (mais 329 tinham outras queixas) desde 2007. No resto do País, são 12,8 mil reclamações de todo tipo. O site campo-grandense Reclame Aqui recebeu 45,3 mil registros negativos de todo o Brasil, só nos últimos 12 meses, a maior parte (20,9 mil) das Americanas.

Há relatos de demora ligados a apreensões nos postos fiscais do Estado por conta de problemas com Notas Fiscais Eletrônicas. O documento virtual, que substitui o de papel, é obrigatório nas operações de compra e venda interestaduais desde 1º de dezembro do ano passado. Sem ele, o pacote é retido pelos fiscais. A Secretaria de Fazenda (Sefaz) não confirma problemas dessa ordem, mas a Americanas disse, sem detalhes, que acertou os ponteiros com a Sefaz e as mercadorias foram entregues.

Comprar um aparelho de ar-condicionado numa promoção por R$ 800 na Americanas parecia um ótimo negócio para o analista de sistemas Claudio de Lima Silva, de Campo Grande. Mas as horas que passou ao telefone e enviando e-mails para conseguir explicações vagas sobre o atraso do produto jogaram areia na sua satisfação.

Ele escolheu a pior data para ir às compras, 20 de dezembro, quando atrasos são inevitáveis por causa dos feriados de Natal e Ano Novo. A mercadoria, que deveria ter chegado em nove dias úteis (4 de janeiro), foi entregue na última segunda-feira (10), quase uma semana depois. Os e-mails que a empresa enviou não explicaram o motivo da retenção, mas fiscais da Fazenda confirmaram que a Americanas não havia emitido a nota eletrônica. “Fiquei insatisfeitíssimo, claro, se fosse à loja estaria com o produto no mesmo dia”, diz o analista.

O Correio do Estado apurou atrasos pelo mesmo motivo na principal transportadora contratada pela empresa, da Capital, que faz o serviço por terra. Já na transportadora aérea, as notas eletrônicas eram recebidas normalmente.

A Americanas admitiu atrasos e disse, por meio da assessoria, que a Secretaria de Fazenda de MS “acatou os argumentos da B2W relativos à adaptação ao sistema de emissão de notas”, e que as “mercadorias foram liberadas para seguir o curso normal” até os clientes.

Segundo o site da Secretaria de Fazenda de São Paulo, onde está sediada, a B2W aderiu ao sistema da Nota Fiscal Eletrônica em 19 de setembro do ano passado.

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