ECONOMIA

Atraso na comercialização da soja vai derrubar receita com o ICMS

Atraso na comercialização da soja vai derrubar receita com o ICMS
14/05/2010 07:32 -


Cícero Faria, Dourados

Acompanhando a tendência dos produtores do restante do Estado, quem plantou soja na região da Grande Dourados vendeu o produto, até agora, apenas para cumprir compromissos mais imediatos e mantém de 55% a 60% da produção ainda estocada, na expectativa de melhores preços. Essa demora na comercialização dos grãos e a consequente saída do Estado, poderão provocar baque na arrecadação de Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS).
A preocupação foi expressada ontem pelo secretário de Finanças, Mário Sérgio Lorenzetto. Segundo ele, em abril, a arrecadação do imposto atingiu R$ 408 milhões, valor que se assemelha ao obtido antes da crise. No entanto ele destaca que o ICMS de maio deve sofrer queda por conta dos problemas com a soja. Ele frisa que não há boas perspectivas de comercialização por causa dos preços desfavoráveis aos produtores. De acordo com ele, os armazéns estocavam em anos anteriores, neste período, no máximo, 1 milhão de toneladas, mas hoje há, pelo menos, 2,7 milhões de toneladas de soja.

Corretores locais ouvidos ontem pelo Correio do Estado comentaram que a situação tende a piorar no quesito armazenagem porque no final de junho começará o plantio das primeiras áreas de milho safrinha, mas os silos estão ocupados, em sua maioria, pela soja da ultima safra.
Na microrregião de Dourados, formada por 13 municípios, foram plantados mais de um milhão de hectares de soja, que produziu em torno de 2,9 milhões de toneladas. Somente das lavouras douradenses saíram 436.800 toneladas, de acordo com o IBGE.
Há dez anos no mercado de commodities em Dourados, Amarildo Palma explicou que o preço da soja tem variado, no disponível, de R$ 30,50 (cotação de ontem) a R$ 31. “Mas os produtores pedem até R$ 33, o que o mercado não sinaliza,  a não ser em ocasiões especiais. Na semana passada com a brusca alta do dólar (5%) uma trading pagou até R$ 34, bruto. Mas foi algo ocasional”, destacou o diretor da corretora.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".