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CINEMA

Ator de 'Amistad' torce por '12 Anos...', mas se diz negligenciado

Ator de 'Amistad' torce por '12 Anos...', mas se diz negligenciado
01/03/2014 20:00 - FOLHAPRESS


O ator africano Djimon Hounsou, 49, que ganhou projeção pelo papel do escravo Cinqué no filme "Amistad" (1997), de Steven Spielberg, declara sua torcida para "12 Anos de Escravidão", de Steve McQueen, na corrida para o Oscar 2014, que acontece neste domingo (2), em Los Angeles.

"É um longa muito bem feito, desejo sucesso e que tenha um final de semana incrível", disse o ator à Folha de S.Paulo.

Apesar disso, Hounsou confessa que não aceitaria o papel de Solomon Northup, um homem negro livre que é sequestrado e colocado para trabalhar como escravo em plantações de algodão, em 1841 -mesmo que o personagem verídico tenha rendido uma indicação de melhor ator para Chiwetel Ejiofor. "Quantos escravos eu poderia interpretar na carreira?", questiona. "Não daria certo, porque "Amistad" já falou com profundidade sobre a escravidão e a situação dos negros na América." 

Apesar de o drama ter recebido quatro indicações ao Oscar, em 1998, o ator, natural da República do Benim, acredita que também poderia ter sido lembrado pela Academia.

"Acho que o Oscar me negligenciou neste filme. Eu senti isso na época. Mas foi bacana ser convidado e fazer parte da festa.", desabafa Hounsou, indicado depois à categoria de ator coadjuvante por "Terra de Sonhos" (2002) e "Diamante de Sangue" (2006).

"O Oscar é algo muito difícil e estressante. Você trabalha duro por dois meses na campanha e, no fim, quer sair com aquele sujeitinho dourado embaixo do braço", diz o ator.

Se ainda não faturou a estatueta, Djimon Hounsou não pode reclamar da carreira. Em 2014, ele faz a voz do vilão Drago na animação "Como Treinar Seu Dragão 2" e estreia no universo Marvel no papel de Korath, o Perseguidor, uma das ameaças de "Guardiões da Galáxia", de James Gunn.

"Ele é uma máquina de matar, construída para sair no encalço de certos alvos. É assustador, não queira ficar no meio do seu caminho", resume.
 

Felpuda


É grande a expectativa em torno de qual foi a justificativa de conhecida figura que beneficiou sujeito, e este, aproveitando a, digamos, boa vontade demonstrada, simplesmente “sumiu do mapa”. Órgão nacional pediu explicações para o “benfeitor”, e o prazo já venceu. Como as decisões por lá não ficam escondidas do distinto público, logo, logo, a curiosidade deverá ser contemplada. É esperar para conferir!