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Atletas cogitam parar Paulistão na quarta-feira

3 FEV 14 - 15h:00Terra

Em entrevista ao Portal Terra, Luís Eduardo Pinella, vice-presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, afirmou que é estudada a possibilidade de greve no Campeonato Paulista na rodada do meio de semana. A ação é discutida junto a líderes do Bom Senso FC, cogita parar até as partidas dos grandes principais clubes do Estado e foi motivada pela invasão ao Corinthians no sábado.

"Estamos afim de uma greve, sim. Estamos bastante chocados com o que aconteceu e também analisamos que isso pode se tornar muito mais sério do que parece", considerou Pinella. "Até agora pouco, havia ameaças, mas nunca de jogador ser apanhado pelo pescoço no treinamento. Isso pode tomar outra proporção e até causar a perda de vidas. Torcedores entraram armados de paus, facas e pedras. Quem entra assim não entra para conversar", lembrou o vice-presidente.

Internamente, funcionários do Corinthians se mostraram indignados pela postura da Polícia Militar durante a ação do último sábado. A PM se limitou a proteger os jogadores e, amigavelmente, retirar os invasores. No Boletim de Ocorrência registrado, a tenente Ana Paula Martins citou só um dos mais de 100 torcedores presentes e também não houve presos. 

"A obrigação de proteger é do clube. Em seus domínios, dar a segurança. E em segundo lugar, da Secretaria de Segurança Pública. É caso de polícia", lembra Luís Eduardo Pinella, zagueiro do Corinthians na década de 80, com reclamações à passividade da Polícia Militar. "A polícia esteve lá. Houveram diversas situações para levar todos presos. É para cobrar uma postura mais enérgica. Houve formação de quadrilha e tentativa de homicídio", citou.

Já no sábado, a intenção de jogadores e até membros da direção era de o Corinthians não enfrentar a Ponte Preta neste fim de semana. O próprio presidente Mário Gobbi afirmou que prevaleceram interesses comerciais, especialmente da Federação Paulista e da TV Globo. A medida seria motivada pelos efeitos psicológicos causados pela invasão e tem como objetivo protestar junto às autoridades. Para Pinella, é o momento de passar por cima dessas questões.

"Por outras coisas já se cogitou a greve", lembra sobre excessos de partidas no calendário e questões trabalhistas. "Mas acho que agora é uma situação mais contundente. É algo que tem que partir de todo mundo para não haver punião a ninguém. Por isso conversas com todos os atletas dos clubes grandes. Quando se fala de perigo de vida nada interessa além disso".  

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