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TIRO ESPORTIVO

Atleta de projeto da PM participa de Copa do Mundo

4 ABR 11 - 00h:04DA REDAÇÃO

O sargento da reserva da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Benedito Santana da Silva irá representar o Estado na Copa do Mundo de Tiro Esportivo do Comitê Paraolímpico Internacional. A competição acontece entre os dias 02 e 09 de maio, em Alicante, na Espanha. Integrante do projeto de Tiro Adaptado da PMMS e da Associação de Reabilitação e Paradesporto Pantanal (ARPP), Santana irá disputar os primeiros lugares em duas modalidades: carabina de ar comprimido em pé e deitado.

O policial militar da Reserva pratica o tiro esportivo desde 2003, é membro permanente da seleção brasileira paraolímpica de tiro esportivo e foi convocado para o campeonato internacional este mês. Por ser um dos melhores do país no esporte, ele recebe benefícios do CPB como plano de saúde, assessoria técnica e participação nas fases de treinamento pré-competições.

O para-atleta já intensificou os treinamentos de preparação. Além das quartas e sextas, dias nos quais o grupo do projeto ser reúne para praticar, o sargento treina nos outros cinco dias da semana para estar afiado na época da Copa do Mundo. Ele se apresentará à seleção no dia 30 de abril para os últimos treinamentos.

“A minha expectativa é boa. Eu vou dar o melhor de mim. Vou me empenhar muito para trazer um bom resultado, mas com certeza vou ganhar mais experiência e aprender bastante”, analisou o competidor. O resultado de Santana mais recente foi um vice-campeonato na última etapa do brasileiro de tiro esportivo.

 

Projeto Tiro Adaptado

O sargento da reserva começou a praticar o tiro esportivo em 2003, época em que a PMMS iniciou o projeto de Tiro Adaptado. A proposta da corporação era dar uma ocupação, como forma de terapia, para os membros do efetivo que foram feridos em serviço e impedidos de voltar ao trabalho policial rotineiros. Foram disponibilizados local para treinamento, armas, munições e outros equipamentos necessários para a prática do esporte e reabilitação física e mental dos participantes.

“Começou como uma ocupação mesmo, mas tivemos sorte e logo no primeiro campeonato que participamos, já ganhamos. Desde lá nós sempre nos destacamos, ficando sempre entre os três primeiros colocados”, contou Santana.

O sucesso nas competições e no processo de reabilitação dos policiais militares chamou atenção da sociedade e mostrou a existência de uma demanda maior de atendimento. Criou-se então a ARPP e o projeto abriu suas portas para praticantes de fora da corporação.

 

 

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