domingo, 15 de julho de 2018

DEMORA

Ativação do aterro sanitário é adiada e fica só para 2012

22 DEZ 2010Por DANIELLA ARRUDA01h:30

Data para início do funcionamento do aterro sanitário de Campo Grande foi novamente adiada pela prefeitura e agora a previsão é de que o empreendimento só entre em funcionamento no segundo semestre de 2012. Segundo informações do prefeito Nelsinho Trad (PMDB), a readequação dos prazos já foi incluída no termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público Estadual, durante reunião realizada na semana passada, e tem como objetivo alinhar as datas de entrega de todas as obras complementares e demais componentes do projeto, orçado em R$ 12,9 milhões. As obras do aterro começaram em fevereiro de 2007. "Pedimos para retardar o andamento dos projetos para podermos terminá-los junto com a usina de triagem. Vamos dar ordem de serviço para esta obra no início do ano que vem", informou.

Pelo TAC firmado em fevereiro deste ano, a prefeitura tinha até maio do ano que vem para desativar o lixão e colocar em funcionamento o aterro sanitário. Era possível, no entanto, obter a prorrogação dos prazos sem receber algum tipo de sanção, desde que as justificativas fossem aceitas pelo MPE. Com a alteração, segundo o prefeito, o município compromete-se a entregar até julho de 2012 toda a estrutura do aterro sanitário "junta, pronta e funcionando, inclusive com a implantação da coleta seletiva".

Nelsinho Trad também negou que o atraso tenha sido provocado por algum tipo de dificuldade técnica. "Não foi porque vimos que não íamos dar conta, mas sim porque achamos melhor coincidir as datas de término de todas as obras, já que está tudo interligado", explicou. No meio do processo, a prefeitura terá ainda que abrir nova licitação para contratação de empresa responsável pela coleta de lixo da Capital, já que o contrato com a atual vence no fim do semestre do ano que vem.

Investimentos
Para acabar com o lixão, a prefeitura está desembolsando R$ 12,9 milhões, sendo R$ 4 milhões somente com a construção do aterro. Será gasto ainda R$ 1,3 milhão na compra de esteiras e demais equipamentos do incinerador de lixo hospitalar; R$ 2,8 milhões para a construção da usina de processamento de lixo e R$ 4,8 milhões para a construção de 300 casas para os catadores de lixo.

Conforme o TAC firmado em fevereiro deste ano com o Ministério Público, a prefeitura deveria ter implementado até o mês passado a primeira etapa de coleta seletiva de lixo, mantendo contato e exigindo regularização de 60 entrepostos de compra e venda de material reciclável na Capital, prazo esse que também acabou sendo revisto. O acordo também estabelecia a criação de quatro ecopontos de captação de recicláveis e destes, já há dois implantados nos bairros Bálsamo e São Conrado (os outros serão instalados nos bairros Estrela Dalva e Vida Nova). Com o ajuste do TAC, a prefeitura também ganhou prazo para a construção da usina de processamento de lixo e do incinerador de resíduos, que deverão ficar prontos em julho de 2012. Também precisam ficar prontos até julho deste ano.

Atualmente, Campo Grande produz de 630 a 650 toneladas de lixo por dia, e apenas 5% deste total vai para a reciclagem. Com a construção do aterro sanitário, implantação da coleta seletiva e usina de processamento de lixo, estima- se que o aproveitamento dos resíduos sólidos chegue a 40% do total diário.

Leia Também