terça, 14 de agosto de 2018

Ação exagerada

Atitude violenta preocupa sindicato e leva agredido a passar por cirurgia

25 ABR 2011Por Laís Camargo 16h:19

Ainda dentro da loja, Márcio Antônio de Sousa, 33 anos, foi abordado por um vigilante por aparentemente estar furtando um ovo de Páscoa. Ele foi levado à sala da gerência e lá foi espancado pelo funcionário da empresa privada que faz a segurança da loja, vindo até a passar por cirurgia no nariz hoje, na Santa Casa. O fato aconteceu no sábado (23) e reascendeu discussões dentro da categoria dos vigilantes, que seriam treinado apenas para abordagem, mas também têm de se adequar às normas da empresa contratante.

Márcio havia comprado os ovos em outro estabelecimento e estava apenas cortando caminho por uma loja de departamentos na Capital.


Celso Adriano Gomes é presidente do Seesvig (Sindicato dos Vigilantes de Campo Grande e Região) e procurou a loja onde ocorreu a agressão, que não quis informar o nome do vigilante e nem se pronunciar sobre o acontecido. “Nós somos treinados apenas para abordagem, não para agressão. Hoje temos 16 dias de curso, são 160 horas aula. Temos formação de defesa pessoal, direitos humanos, direito penal e um curso de 76 tiros de armamento 38. Além disso temos a cada dois anos uma reciclagem de mais 30 horas aulas e 40 aulas de tiro”, pontua Celso Adriano.
 

Como aconteceu


Segundo a versão de Márcio, ele passou por dentro da loja, que ocupa um espaço com duas entradas, levando dois ovos de Páscoa. Ele entregou um deles de presente para a filha, que estava na Rua Marechal Rondon e voltou com um ovo dentro do capacete para Rua Dom Aquino para onde estacionara a moto.
 

Antes mesmo de sair da loja, um vigilante o abordou e pediu que o acompanhasse até uma sala reservada. Márcio também é vigilante e está na profissão há 9 anos, segundo o presidente do sindicato, que fez curso de formação na mesma turma de Márcio, ele não tem histórico de agressão e duvida que ele tenha reagido.

A empresa para a qual o agressor trabalha não se posicionou. Tampouco a contratante, que aguarda resposta da sede, em São Paulo, para poder indicar as providências.

Leia Também