Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

negociações climáticas

Até os EUA foram aplaudidos em Cancún

12 DEZ 2010Por Cancún (AE) 02h:15

Geralmente, o vilão das negociações climáticas - por não ter ratificado o Protocolo de Kyoto e ser o maior emissor histórico de gases-estufa do mundo - os Estados Unidos foram aplaudidos neste sábado quando Todd Stern, enviado especial do país para a mudança climática, afirmou na plenária: "Vamos fazer esse acordo". Aos jornalistas, ele admitiu que "o acordo sozinho não vai resolver as mudanças climáticas". "Mas é um bom passo adiante para ajudar a mover o mundo no caminho de uma resposta global."

A China, que é a maior emissora atual de CO2, também apoiou o documento e disse que será pró-ativa e continuará o esforço para um desenvolvimento limpo.

Connie Hedegaard, comissionária da União Europeia para clima, contou que tinha medo de que nada fosse feito. "Provamos que o multilateralismo pode dar resultados. Podemos ter orgulho do que conseguimos, mas temos muitos desafios no caminho para a África do Sul", disse ela.

Cordialidade
O ambiente no hotel Moon Palace, sede da COP-16, era muito menos tenso que o do Bella Center, em Copenhague, em 2009. Houve poucos protestos e a presidente da COP-16 foi ovacionada algumas vezes na última madrugada de negociações. Além de ter sido aplaudida de pé pelos representantes dos países, foi elogiada insistentemente pela forma como conduziu o processo. Ela tomou extremo cuidado para que a negociação acontecesse de forma mais transparente possível, para evitar a falta de confiança entre os países observada no ano passado, quando vários textos secretos circulavam e reuniões fechadas entre poucos países irritavam os que não haviam sido convidados.

"Graças à boa vontade de vocês, a confiança voltou, a esperança voltou", afirmou o presidente mexicano Felipe Calderón, que chegou à reunião às 3h30min e fez um discurso.

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