Segunda, 18 de Dezembro de 2017

Ataques a aeroporto e TV deixam 40 mortos, diz governo do Congo

30 DEZ 2013Por folhapress13h:45

Ao menos 40 terroristas teriam sido mortos hoje, em Kinshasa, durante uma série de ataques que incluiu um sequestro na televisão nacional e disparos registrados no aeroporto internacional e contra a sede do poder militar, segundo fontes do governo congolês.

Após os ataques, segundo testemunhas, tropas do governo atacaram a igreja de Paul Joseph Mukugunbila, na província de Katanga. Mukugunbila é adversário político do presidente Joseph Kabila. Porta-vozes negam que os ataques tenham motivação política e dizem não ter havido vítimas civis.

Na manhã de hoje, tiros foram ouvidos no aeroporto de Kinshasa, do campo militar de Tshatshi e em outros pontos da República Democrática do Congo. Na emissora de TV, dois atiradores apareceram perante as câmeras para ler uma mensagem política contra o presidente Joseph Kabila, no poder desde 2001.

A mensagem lida pelos terroristas na TV indicava que se tratava de uma tentativa de tomada do poder por parte de seguidores do líder religioso Paul Joseph Mukungubila.

"O gideão Mukungubila veio libertá-los da escravidão dos ruandeses", dizia a mensagem. Logo depois da leitura, a transmissão foi cortada até a TV voltar ao ar com imagens de uma emissora regional.

Mukugunbila, que se autointitula "o profeta do Eterno", concorreu à presidência contra Kabila em 2006. Ele foi um severo crítico de um acordo de paz assinado neste mês entre o governo e o grupo rebelde tutsi M23. Para Mukugunbila, ao fazer o acordo Kabila se rendeu à pressão de Ruanda.

O governo não confirma que seja um ataque de adversários políticos. Em pronunciamento na TV, o porta-voz do governo disse que o objetivo dos ataques era "semear o pânico antes da celebração da chegada de um novo ano, que tanta importância tem em nossa cultura".

O Congo, no centro da África, luta para sair de décadas de violência e instabilidade, especialmente no leste do país, rico em minerais como o coltan, usado na fabricação de celulares e durante anos extraído principalmente por meio de trabalho escravo. Milhões de pessoas morreram na região, de fome e doenças. 

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