terça, 17 de julho de 2018

EXPECTATIVAS

Ata do Copom não dissipa dúvidas sobre aperto monetário

17 DEZ 2010Por 01h:00

A ata da última reunião do Copom rachou ainda mais as apostas do mercado de juros em relação ao timing e a magnitude do aperto monetário no começo de 2011. O documento arrefeceu as expectativas de início da alta da Selic em janeiro, fortalecendo a percepção de que um aumento do juro deverá ficar para março ou abril.

Analistas avaliam que o Banco Central precisará de mais tempo para sentir os efeitos das medidas macroprudenciais, anunciadas no começo do mês, principalmente no crédito. De qualquer forma, o comportamento dos juros futuros já sinalizam um movimento menor de alta da Selic no começo do ano que vem.

A curva mais curta de juros passou a mostrar 91% de probabilidade de uma elevação da Selic de 0,25 ponto porcentual contra 9% de alta de 0,50 pp no primeiro encontro do Copom de 2011, em janeiro. Para a reunião do Copom seguinte, de março, a curva projeta possibilidade de 92% de a taxa Selic subir 0,50pp ante 8% de chance de elevação de 0,25pp. O contrato de juros com vencimento em julho de 2011 avançou levemente, para 11,38%, de 11,36%, e o de janeiro 2012, caiu a 11,83%, de 11,87% .

A Bovespa voltou a se descolar negativamente de Wall Street e fechou em baixa de 0,83%, aos 67.306,30 pontos, acumulando perda de 2,63% nos três últimos pregões. O desempenho de Petrobrás e Vale conteve as perdas do Ibovespa em boa parte do dia, mas na hora final, os papéis viraram para baixo. Petrobrás PN cedeu 0,08% e Vale PNA registrou perda de 0,87%.

O dólar à vista subiu pela segunda sessão consecutiva, incorporando movimentos técnicos e fechou a 1,7020 (0,18%). O avanço, porém, foi novamente limitado pelo fluxo cambial positivo.



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