domingo, 15 de julho de 2018

Assassinato cometido na Capital teria sido planejado há 2 meses

28 OUT 2010Por karine cortez00h:00

A execução do vereador Carlos Carneiro, assassinado com três tiros anteontem, em Campo Grande, foi planejada há dois meses e só não aconteceu antes, porque o pistoleiro Irineu Maciel ficou com medo de matá-lo na cidade onde ele residia. Em depoimento à polícia, Irineu contou que esteve em Alcinópolis por duas vezes, mas não encontrou oportunidade para cometer o crime, alegando que seria difícil fugir, pois estava a pé. Ele disse que o cunhado, Valdemir Valsan, foi quem o contratou para executar o vereador. Valdemir foi preso na noite de terça-feira e nega a participação no crime.

“A forma como Irineu nos contou os detalhes sobre a negociação com Valdemir nos levou a ter convicção da participação dele e por isso o prendemos em flagrante na noite de terça-feira”, disse o delegado responsável pela investigação, João Reis Belo. A polícia busca um quarto envolvido, que teria usado Valdemir para contratar Irineu. Além de Irineu e Valdemir, também está preso o pedreiro Aparecido Souza Fernandes, 34 anos, que pilotou a moto dando fuga a Irineu após os disparos.

Aparecido disse que não sabia da execução e que só deu uma carona para o amigo até o local do crime. O vice-prefeito de Alcinópolis, Alcino Fernandes Carneiro, pai do vereador assassinado, disse que o filho foi vítima de uma emboscada. Ele contou que no dia do crime o rapaz recebeu um telefonema de alguém, que ele não sabe quem é, convidando-o para almoçar no Hotel Vale Verde, situado na Avenida Afonso Pena.

Por volta de meio-dia, o rapaz foi até o local combinado e foi informado de que no estabelecimento não serviam almoço. Ao chegar no carro, um veículo Ecosport, que havia estacionado na Rua Guia Lopes ao lado do hotel foi surpreendido por Irineu que desferiu três tiros contra ele à queima roupa.

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