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Asma: perigo no ar

21 JUN 10 - 08h:09
SCHEILA CANTO com Bolsa de Mulher

Pelo calendário, oficialmente, o inverno começa hoje e termina no dia 21 de setembro. Bem sabemos que a maior preocupação com a estação em Mato Grosso do Sul não são as baixas temperaturas em si, mas a baixa umidade do ar que, durante o peraíodo, deve ficar em 20%, enquanto o ideal seria em torno de 60%. Por isso, esta época do ano é conhecida como a estação das doenças respiratórias.
Hoje, no Dia Nacional de Combate à Asma, lembramos que esta doença, conhecida popularmente como bronquite asmática é a doença pulmonar crônica mais comum em todas as idades, afetando cerca de 15 milhões de brasileiros, as crises são agravadas no inverno, numa associação de clima seco e frio.
Embora a asma possa aparecer em qualquer idade, porém é mais comum na infância: estudos mostram que entre 50% e 80% das crianças com asma manifestam os sintomas antes dos 5 anos de idade. Por estarem sempre sob o risco de apresentar crises, os asmáticos têm sua qualidade de vida muitas vezes prejudicada. A boa notícia é que, apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada. Com tratamento adequado e mudanças no ambiente, é possível, sim, ter uma vida normal.

O que é
Nossas vias aéreas – os brônquios e os bronquíolos – são responsáveis pelo transporte de oxigênio para as células do organismo e de gás carbônico das células para fora do corpo. Quando estão sadias, elas trabalham perfeitamente. Porém, em quem sofre de asma, essas vias estão constantemente inflamadas – com aspecto avermelhado e inchado – e extremamente sensíveis a determinadas substâncias que podem ser inaladas, como poeira, ácaro, poluição, pólen de flor e fumaça de cigarro, por exemplo. Durante as crises, os músculos que revestem as vias aéreas se contraem e ficam rígidos, estreitando a passagem de ar para os pulmões. Com essa dificuldade, elas podem ficar ainda mais inflamadas e entupidas com muco. Tentando respirar, a pessoa pode sentir, além da falta de ar, chiado no peito e pressão no tórax.
A gravidade da doença pode variar de pessoa para pessoa. Umas começam a ter crises lentamente, tendo dificuldade gradual para respirar, enquanto outras podem apresentar sintomas graves já no início. “A asma pode se apresentar de várias formas, pois com o tempo as pessoas tendem a ajustar essa limitação à sua condição de vida.

Na infância
Nas crianças, os fatores associados à asma são alergia, histórico familiar de asma e até mesmo exposição à fumaça de cigarro. Aliás, esta parece ser a pior inimiga da saúde respiratória da garotada: a exposição das crianças ao cigarro – principalmente se um dos pais é fumante – aumenta os riscos de que elas venham a apresentar ou agravar a doença. A predisposição genética também é um fator importante: quem tem pais com asma também pode vir a ter hipersensibilidade a alérgenos, desenvolvendo a doença. Os sinais e sintomas principais são falta de ar, cansaço, indisposição, tosse seca e chiado no peito.
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