terça, 17 de julho de 2018

PLANO VERÃO

Árvores que causam danos serão removidas

2 DEZ 2010Por Da Redação18h:00

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), em parceria com a Enersul, deram início hoje ao Plano Verão, que prevê a remoção preventiva de 200 árvores, em caráter emergencial, por apontarem risco de queda, o que pode causar danos à população.

Os trabalhos tiveram início na rua 26 de agosto, entre as ruas 13 de Maio e Rui Barbosa. O prefeito Nelson Trad Filho, o titular da Semadur, Marcos Cristaldo e representantes da Enersul acompanharam o lançamento do programa.

No período de janeiro a novembro de 2010, a Enersul registrou aproximadamente três mil ocorrências de galhos de árvores em conflito com a rede de energia. Embora sejam dois elementos fundamentais para a área urbana, juntos podem oferecer danos.

“O número de ocorrências que recebemos neste ano afetou, diretamente, 160 mil residências. Ou seja, o impacto é grande. Uma única árvore, dependendo do acidente causado, pode afetar 2,5 mil residências, que poderão ficar sem energia”, comentou a Coordenadora de Assuntos Ambientais da Enersul, Ana Luzia Abrão, que participou do lançamento do Plano Verão.

O Plano Verão abrange três fases. Na primeira, os técnicos da Semadur analisam e fazem o diagnóstico das condições apresentadas pela árvore, verificando o grau de risco. A segunda fase consiste na retirada da árvore, em caráter emergencial, pelos técnicos da Enersul e a remoção dos resíduos pelos técnicos da Semadur. A parceria com a Enersul permite a solução imediata de questões relacionadas à rede elétrica.

Num terceiro momento é feito o plantio de novas mudas, desta vez sendo substituídas por espécies mais adequadas ao meio urbano, como o Oiti.

Nelsinho ressaltou o aspecto preservacionista do projeto. “O objetivo não é cortar árvores. O que estamos fazendo é extrair aquelas que, criteriosamente, identificamos que já cumpriram o seu papel pelo tempo de existência e, que hoje, não têm outra finalidade, se não oferecer riscos à população, já que o período é de chuvas e temporais. Elas serão substituídas de acordo com o Plano Diretor de Arborização Urbana, que está pronto e segue agora para aprovação na Câmara”.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano disse que todo o material recolhido com a retirada das árvores não será jogado no lixão. “Aproveitamos os troncos das árvores, que são transformados em adubo orgânico. Existe a preocupação desde o início do processo. Não envolve somente tirar uma árvore do lugar”, reforça Cristaldo.

O secretário lembrou que o Viveiro Municipal de Campo Grande, administrado pela Prefeitura, tem a preocupação de cultivar mudas de árvores das espécies mais adequadas para serem plantadas em áreas urbanas.

A engenheira agrônoma Carla Baptista, técnica da Divisão de Fiscalização de Áreas Verdes e Posturas Ambientais da Semadur, explica que as árvores retiradas nesta manhã são da espécie Sibipiruna e, no lugar, foram plantadas mudas de Oitis, “por apresentarem melhores condições de adaptação aos centros urbanos”. A previsão para a execução da primeira etapa do Plano Verão é de dois meses.

Cristaldo explica que árvores de grande porte se adaptam ao meio urbano, mas com o passar dos anos, elas sofrem pressão e como não estão no seu habitat natural, elas têm um determinado tempo de vida, que varia de 30 a 40 anos.

“Elas já cumpriram seu papel e, agora, serão substituídas por outras mudas, que vão manter o paisagismo verde da cidade e, consequentemente, garantir a qualidade do ar, contribuindo assim para o meio ambiente”, explicou o secretário.

PDAU - O Plano Diretor de Arborização Urbana consiste em sete linhas de ações para a criação e definição de diretrizes que possibilitem a gestão e o gerenciamento da arborização urbana. O plano foi apresentado no mês de setembro, durante sessão ordinária na Casa das Leis.

De acordo com Cristaldo, as frentes de atuação através do PDAU, serão por meio da preservação da vegetação em córregos e fundos de vale, canteiros centrais, área institucional (escolas e unidades de saúde), além das áreas de passeio públicas (calçadas entre outros). O Plano prevê, ainda, o aprimoramento e intensificação da educação ambiental, preservar a arborização existente, além da produção de mudas no Viveiro Municipal.

Diagnóstico – Para a formulação do Plano Diretor de Arborização Urbana, a Semadur desenvolveu um estudo para traçar o diagnóstico da situação atual da arborização viária do município. Ao todo, foram analisados 35 conjuntos de amostras localizados em 30 bairros. O inventário quantitativo contabiliza 153.122 árvores em toda a cidade.

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