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POLÍTICA

Árvore seca

Árvore seca
09/04/2010 20:08 -


No topo, triste e solitária, está a velha e porosa árvore desgalhada.

Do alto, ela domina a amplidão.

Parece ter vergonha dos irmãos copados e folhudos, cheios de sombra e pássaros esvoaçantes.

Quando muito, o corvo e o pinhé lhe sentam à galharia disforme, seca, retorcida, esbranquiçada...

É o símbolo da desolação essa árvore erguida, espectralmente, no ermo.

Somente o fogo da queimada de agosto lhe faz carícias. Às vezes lhe alcança o tronco ressequido, devorando-o em poucos minutos, para transformá-la num montão de cinzas, logo após...

Dias mais, brotarão ali a urtiga e o joá. Então, aparecerá o lagarto de papo amarelo. Ele gosta de se esquentar ao sol, escarrapachado em monte de cinza nova. A cinza esquenta o papo e, lagarto de papo quente, fica ligeiro e brabo, brigador...

A lenda crioula diz que essa árvore reflete a alma do estancieiro mau.

O sangue do próximo por ele derramado secou a sua seiva. E quando o cristão morre pelos maus-tratos, ela também sucumbe.

Na sepultura do morto, dá formiga preta; no cinzeiro dela, urtiga e joá.

O sertanejo acredita na lenda, por isso, passa de longe; não lhe amarra cavalo no tronco.

Árvore desgalhada põe canseira no pingo.

E, conforme a lua, provoca garrotilho dos brabos...

Hélio Serejo

Felpuda


Apesar de ainda fazer certo charme no estilo “se chamar, vou pensar” é praticamente certo que ex-candidato ao governo do Estado nas eleições passadas não participará da disputa pela Prefeitura de Campo Grande. Nos meios políticos é falado que não se trata de “novidade” e que não haverá mais cavalo encilhado passando na sua frente. Ele ainda insinua que poderá voltar em 2022, mas há quem diga que não precisará pensar, pois faltará a tal da “chamada”.