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Artuzi insiste em apoiar André e racha PDT

Artuzi insiste em apoiar André e racha PDT
21/06/2010 08:17 -


Lidiane kober, da redação
fábio dorta, de dourados

Depois de trocar o PMDB pelo PDT por sentir-se perseguido pelo governador André Puccinelli (PMDB), o prefeito de Dourados Ari Artuzi (PDT) insiste em desafiar seu partido para apoiar a reeleição do atual governador e racha a sigla no segundo maior colégio eleitoral do Estado. A atitude coloca em risco seu mandato porque a direção do PDT promete caçar os infiéis. Porém, o prefeito insiste em contrariar os correligionários e até pediu de volta residência, cedida para o diretório municipal.

Artuzi garantiu que não é a única voz destoante de Dourados. Contudo, a bancada da sigla na Câmara Municipal afirma ser unânime a vontade de apoiar José Orcírio dos Santos (PT) ao Governo do Estado. A informação é do vereador Edivaldo Barbosa, presidente do diretório municipal do partido.
Além de Edivaldo, Humberto Teixeira Júnior e Aurélio Bonatto completam a bancada do PDT no Legislativo Municipal. Os dois querem disputar as eleições deste ano. Teixeira anunciou que é pré-candidato a deputado federal, enquanto Bonatto pretende tentar uma vaga para a Assembléia Legislativa.

Segundo Edivaldo, a maioria do partido em Dourados vai apoiar o PT, mas reconheceu que não há como forçar o prefeito a seguir a postura. “Nós vamos ficar com o Zeca (Orcírio), mas não podemos obrigar o prefeito a apoiá-lo. Esta é uma questão que deve ser decidida pelo diretório regional”, afirmou.
Aurélio Bonatto criticou a postura do prefeito em apoiar Puccinelli. “Ele conquistou o mandato de prefeito por seus méritos, mas contou com o aval e todo o apoio do partido. Ele deveria refletir melhor sobre isso, mas é maior de idade e, com certeza, terá de responder por seus atos”, avisou o vereador. Bonatto disse que a escolha do prefeito poderá trazer muitos dissabores. “Na vida pública, tudo tem um preço”, acrescentou.

O distanciamento entre Artuzi e o PDT parece cada vez mais evidente. A sede do diretório municipal, que funciona há mais de dois anos em um imóvel de propriedade do prefeito no bairro Jardim Ouro Verde, terá de mudar de endereço. De acordo com Edivaldo Moreira, o prefeito solicitou que o diretório desocupe o prédio, o que deverá acontecer na próxima semana. Cauteloso, Edivaldo, que é ligado a Artuzi e, inclusive, foi secretário Municipal de Saúde nos primeiros meses do mandato do prefeito, preferiu não relacionar a saída da sede do diretório da casa do prefeito com a campanha eleitoral.

Na mira do diretório
Embora garanta não estar preocupado em responder a mais um processo por infidelidade partidária, Artuzi deverá ficar na ‘alça de mira’ a partir do próximo dia 27, quando acontece a convenção estadual. Segundo o deputado federal Dagoberto Nogueira, presidente regional do PDT, no encontro, será elaborada nota oficial recomendando a todos os filiados o apoio a Orcírio.

Conforme Dagoberto, o procedimento é pra valer e os infiéis serão denunciados. “A direção nacional já determinou, por meio de nota, o cumprimento da fidelidade partidária e vamos seguir a regra. Na convenção vamos criar as normas, mas a regra é clara, ou seja, em caso de infidelidade, vamos pedir o mandato”, afirmou.

Sobre o caso envolvendo o prefeito de Dourados, Dagoberto disse que o partido irá conversar com Artuzi e ponderou que ele está sofrendo pressão psicológica para apoiar Puccinelli, inclusive, com ameaças de prisão por causa das investigações da Operação Owari da Polícia Federal, em que foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE), acusado de corrupção. “Vamos conversar com ele (Artuzi), pois a pressão física e psicológica contra ele é muito grande”, ponderou. “O André o coage 24 horas por dia e até ameaçou prendê-lo. No fundo, sei que ele prefere o Zeca, como todo o PDT de Dourados. O partido está afinado no município”, minimizou Dagoberto.

Felpuda


A continuar disparando tantas críticas ácidas contradizendo o seu partido, que em nível nacional ganhou até um ministério, político cá dessas bandas poderá ser colocado de escanteio e, se continuar nessa cruzada nada palatável para as lideranças, ser convidado gentilmente a “procurar o caminhão do qual caiu”, como se diz no popular. Os comentários são de que o dito-cujo age assim mais para ganhar holofotes. Esqueceu-se, pelo que se vê, que poderá ocorrer curto-circuito. Ui!