Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

COMISSÃO PROCESSANTE

Artuzi apresenta como testemunhas de defesa 10 acusados de corrupção

18 NOV 2010Por Fábio Dorta, de Dourados 00h:00

A Comissão Processante da Câmara Municipal de Dourados, que abriu processo de cassação do mandato do prefeito afastado Ari Artuzi (sem partido) com base nas investigações da Operação Uragano da Polícia Federal, decidirá hoje se aceita a defesa prévia do prefeito que, de acordo com o presidente da Comissão Laudir Munaretto (PMDB), foi feita fora do prazo. Dentre as 10 testemunhas de defesa apresentadas por Artuzi, apenas uma, Sizuo Uemura, não foi indiciada na Operação Uragano, mas foi denunciado pelo Ministério Público por chefiar esquema de desvio de verbas desarticulado pela Operação Owari, deflagrada no ano passado.

No documento Artuzi questiona a legalidade na composição dos membros da Comissão Processante, pede o arquivamento das investigações e se defende das acusações da Polícia Federal, negando que tenha participação em qualquer esquema de corrupção na administração municipal.

Ele arrolou dez testemunhas de defesa, entre elas os vereadores Gino Ferreira (DEM), Dirceu Longhi (PT), presidente em exercício da Câmara e Humberto Teixeira Júnior (PDT) – que está preso e foi afastado do cargo, os ex-secretários municipais Alziro Arnal Moreno e Tatiane Moreno (que também estão presos) e Darci Caldo e o advogado e ex-assessor jurídico de seu gabinete na Prefeitura, Áureo Garcia Ribeiro Filho.

Também foram arrolados pela defesa de Artuzi três empresários, Sizuo Uemura, o filho dele Eduardo Uemura e Adilson de Souza Osiro, dono da GWA Transportes, empresa contratada pelo município para o transporte de estudantes da zona rural. Entre os dez apenas Sizuo Uemura não foi indiciado pela PF na Operação Uragano.

Discussões
A aceitação ou não da defesa prévia de Artuzi começou a ser discutida em reunião na tarde de ontem entre os integrantes da Comissão e a assessoria jurídica da Câmara. De acordo com Munaretto o prazo para a entrega era até as 17h da última sexta-feira, dia 12, mas o documento só foi protocolado ontem, no final da tarde, na secretaria da Câmara.

"Nós estamos analisando isso de forma bastante criteriosa. Caso a defesa prévia seja aceita, então nós tomaremos os procedimentos legais neste sentido, convocando as testemunhas de defesa que ele arrolou e depois será feito o relatório final para votação em plenário. Se a decisão for por não atacar e defesa prévia por ter sido entregue fora do prazo, nós vamos elaborar o relatório sem considerar o documento", afirmou Munaretto.

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