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Arrastão contra “feira livre“ do tráfico detém 37 suspeitos

8 ABR 10 - 20h:44

bruno grubertt

 

Arrastão da Polícia Militar (PM), denominada operação Praça Limpa, colocou 51 policiais na rua para coibir a feira-livre do tráfico de drogas no centro de Campo Grande, na noite da última terça-feira, até a madrugada de ontem. Cerca de 100 pessoas foram abordadas e 37 encaminhadas para averiguação na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac). Seis foram presos por desacato ou desobediência, uma pessoa foi detida por porte de entorpecentes, além de outros três que tinham mandados de prisão em aberto e também foram detidos.

Por volta das 22h15min, o som das sirenes e as luzes de alerta de cerca de oito viaturas e mais 10 motocicletas chamaram a atenção de curiosos que acompanhavam a movimentação da polícia. Após matéria publicada na última segunda-feira (5) pelo Correio do Estado, a Polícia Militar desencadeou a operação com intenção de eliminar a venda de drogas na região central. Na ocasião, a reportagem flagrou o comércio. "To cheia de pedra aqui", gritava uma mulher, referindo-se ao crack.

"Sempre estamos fazendo o policiamento e a fiscalização, mas hoje (anteontem) vamos ao centro com um efetivo maior", afirmou o comandante da operação, capitão Célio, do 1º Batalhão de Polícia Militar.

A presença dos militares da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), do 1º, 9º e 10º batalhões da PM, além de policiais de trânsito fez com que a Praça Ary Coelho e as ruas do centro ficassem praticamente desertas. "É difícil, porque muitas vezes nós abordamos a pessoa, mas a droga está escondida. Então não temos como ter a prova material que caracterize o crime. Ainda assim, a pessoa pode alegar que é usuária, e aí não podemos prendê-la", explicou o capitão Célio. Ontem à tarde, de todos os que foram levados para a delegacia, apenas os três que tinham mandados de prisão continuavam presos.

O titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), delegado Marcos Takeshita, informou que a repressão ao tráfico é feita na região central e que pontos de venda e consumo são constantemente monitorados. Porém, a volta dos usuários ao ponto, por conta da falta de punição, continua alimentando o tráfico. "O ideal é a prevenção e nós estamos trabalhando nisso", ressalta o delegado.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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