Quarta, 13 de Dezembro de 2017

RIO

Arquidiocese inicia processo para beatificar casal católico

20 JAN 2014Por FOLHA PRESS17h:00

O arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, aproveitou o dia de São Sebastião, comemorado hoje, para falar sobre dois possíveis santos que viveram em solo carioca, Zélia e Jerônimo de Castro Abreu Magalhães.

Em missa celebrada durante a manhã na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca (zona norte), o recém-nomeado cardeal dom Orani mencionou o processo de beatificação do casal, o segundo caso em andamento dentro da Comissão para a Causa dos Santos da Arquidiocese do Rio.

O primeiro candidato a santo sob análise foi a menina Odette Vidal de Oliveira, a Odetinha, que morreu em 1939, aos nove anos, vítima de meningite. Muito religiosa, a criança passou a ser cultuada por um número crescente de católicos até ser lembrada pela comissão da Arquidiocese. Se o processo (ainda em andamento) for bem-sucedido, ela pode se tornar a primeira santa nascida no Rio.

Zélia Pedreira Abreu Magalhães e Jerônimo de Castro Abreu Magalhães se casaram em 27 de julho de 1876, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Ela nasceu em Niterói, em 1857; ele, em Magé, município da região metropolitana do Rio, no ano de 1851.

Assim como Odetinha, o casal ficou conhecido por sua dedicação à religião. Zélia e Jerônimo tiveram 13 filhos, quatro deles morreram, e todos os demais ingressaram na vida religiosa. A própria Zélia também entrou para a Congregação do Sacratíssimo Coração, após a morte do marido em 1909. Zélia faleceu dez anos depois.

Anteontem, o início oficial do processo de beatificação foi celebrado na igreja de Nossa Senhora de Copacabana. Nesta primeira etapa, os religiosos e especialistas da comissão da Arquidiocese vão coletar depoimentos e analisar documentos associados à história do casal. Esta pesquisa vai resultar em um documento que será avaliado pelo Vaticano.

Se as virtudes dos candidatos receberem o aval em Roma, a fase seguinte é a comprovação de um milagre, onde é preciso constatar a intervenção divina em uma cura sem explicação científica relacionada a um devoto do casal.
 

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