Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

Arábia Saudita estuda agronegócio no Brasil

5 OUT 2010Por Ana Conceição (AE)01h:21



Em busca de assegurar um fornecimento de alimentos confiável no longo prazo, uma delegação de 30 representantes de governo e empresários da Arábia Saudita reúne-se com empresas e governo brasileiros até amanhã na capital paulista. “Estamos interessados em produzir no Brasil. Esta missão é o início de um processo que, esperamos, tenha sucesso”, afirmou o ministro de Agricultura saudita, que lidera o grupo, Fahad Abduralhaman Bal Ghunaim. O Brasil faz parte de um rol de pelo menos 11 países que os sauditas estudam para investir na produção agrícola.
“A Arábia Saudita precisa garantir o fornecimento de alimentos para a população. Há muito interesse em investir na produção de itens que eles importam, como carnes, açúcar, milho, inclusive por meio de joint ventures”, afirmou o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Salim Taufic Schahin. “Estamos muito preocupados com a segurança alimentar”, reforçou o ministro Bal Ghunaim. O governo saudita instituiu um fundo de US$ 1 bilhão para ajudar as empresas locais a investir em projetos que garantam alimentos ao país no futuro.
De acordo com o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, esta é a mais importante delegação saudita a visitar o Brasil. O grupo veio a convite do próprio ministério e da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Do lado brasileiro, há interesse em atrair investimentos para o agronegócio; do saudita, a meta é garantir comida para um país cuja população deverá crescer 42% nos próximos 20 anos, passando de atuais 26 milhões para 37 milhões de habitantes, segundo dados do governo local. Mas não só. Eles também procuram matérias-primas para processar e revender para outros países.
De acordo com Porto, embora os sauditas queiram comprar terras – o que a legislação brasileira restringe –, há também interesse em outros arranjos produtivos.

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