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BRASIL

Após visita de Dilma, chineses ampliam interesse

16 MAI 2011Por agência brasil15h:00

Um mês depois da visita da presidenta Dilma Rousseff à China, o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, afirmou hoje (16) que seu país quer ampliar os investimentos no Brasil. Deming disse que a ideia é “diversificar” as relações comerciais incluindo desde a compra de medicamentos aos produtos de agropecuária e tecnologia de ponta. Porém, o chinês criticou a deficiência nas rodovias e portos do país, assim como no setor de eletricidade.

“Fui a várias cidades no Brasil, e conversei com os empresários chineses que estão aqui. Eles disseram que estão satisfeitos com a relação com o governo local. Mas disseram também que o câmbio desfavorável os atinge”, afirmou Deming, cuja equipe se reuniu hoje com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

O ministro Fernando Pimentel demonstrou ainda confiança na ampliação das relações com a China. Segundo ele, o comércio, que no ano passado foi de US$ 30,6 bilhões, pode aumentar em 20%. De acordo com Pimentel, os primeiros número de 2011 demonstram essa possibilidade.

O ministro chinês afirmou que os executivos de seu país “têm um foco no Brasil” por causa das características específicas do país. Deming citou como exemplos o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da renda per capita. Também tem observado o planejamento do governo brasileiro em aperfeiçoar a industrialização.

No entanto, Deming lamentou as fragilidades que ainda existem no Brasil, como falhas no sistema de infraestrutura – estradas e portos – e de geração de energia. “Há um déficit de infraestrutura. [O sistema] apresenta deficiências, inclusive na área de eletricidade, assim como portos e estradas, mas tem uma grande capacidade na energia hidráulica”, disse.

Para o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, a reunião com Deming e a comitiva chinesa foi produtiva. Segundo ele, há um interesse comum de ampliar a “cooperação conjunta” nas mais distintas áreas, como as questões relativas à propriedade intelectual, à impletamentação de certificação de carnes suínas e à venda de armas.

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