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Após três meses de protesto, presidente da Ucrânia sofre impeachment

23 FEV 14 - 06h:00epocanegocios

A Rada Suprema (Parlamento) destituiu neste sábado (22) o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, por "abandono de suas funções constitucionais" e convocou eleições presidenciais antecipadas para o dia 25 de maio. A decisão ocorre após Yanukovich abandonar a capital e os seus partidários abandonarem o governo, deixando o Parlamento nas mãos da oposição.

Yanukovich foi destituído por 328 votos. Em nota, no entanto, ele disse que não aceita a decisão. A destituição é o mais recente desdobramento da crise na Ucrânia, que começou em novembro, quando milhares foram às ruas protestar contra o governo.

Antes do impeachment, o Parlamento ucraniano votou uma série de medidas que permitiu a libertação da ex-primeira-ministra e líder opositora Yulia Tymoshenko. Yulia estava presa em um hospital na Ucrânia. Ela foi a líder da Revolução Laranja, em 2004, e foi presa após a chegada de Yanukovich ao poder, acusada de assinar um acordo fraudulento com a Rússia.

Yanukovich fala em golpe de Estado

O presidente Viktor Yanukovich disse, em entrevista na TV ucraniana antes da votação no Parlamento, que estava enfrentando uma tentativa de golpe de Estado. "Os eventos que o nosso país e todo o mundo viram são um exemplo de golpe de Estado. Tentam me amedrontar para que apresente voluntariamente minha renúncia. Mas não tenho intenção de renunciar", disse Yanukovich.

O presidente acusou os manifestantes de promover derramamento de sangue, e comparou os opositores aos nazistas. "O que está ocorrendo é uma repetição do nazismo, quando nos anos 1930 na Alemanha e Áustria os nazistas chegaram ao poder".

O presidente ressaltou que não tem intenção de abandonar a Ucrânia e que não assinará nenhuma das decisões, que classifica como "ilegais", aprovadas nas últimas horas pela Rada Suprema (Parlamento), controlada agora pela oposição pois vários deputados do partido do governo abandoram a legenda.

Violência em protestos

Segundo números oficiais, pelo menos 80 pessoas morreram nesta semana nos violentos distúrbios que explodiram na capital ucraniana após três meses de protestos antigovernamentais.

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