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Consumo na capital

Após queda no preço, carne é vendida com aumento de até 41%

24 MAR 11 - 00h:02Laís Camargo

Em Campo Grande ainda não é possível sentir todos os reflexos das cheias no Pantanal, mas o preço da carne bovina já começou a subir. Em relação ao mês de fevereiro o preço da picanha esta semana teve aumento de até 41% comparando-o com os índices do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas (Nepes) da Uniderp Anhanguera. Em alguns supermercados, o quilo era vendido a R$ 23 e, ontem, foi encontrada por até R$ 32 em levantamento feito pelo Portal Correio do Estado.

Outro aumento considerável do corte tipo acém, que está 21% mais caro, chegando a custar R$ 11,49 o quilo; na semana passada custava R$ 9,48. O aumento está relacionado com as chuvas que, além de estar matando rebanhos no Pantanal, impede que o gado seja levado ao frigorífico.

Os campograndenses também estranharam o aumento nas últimas semanas, afinal, em janeiro o preço da carne tinha caído até 15%. “Eu fiz um monte de churrascos nas férias, e de alcatra ainda, lembro que em janeiro 'tava baratinho. Agora estou levando só carne moída, músculo mesmo, porque não dá, 'tá muito caro”, comenta a estudante Lurdes Ribeiro, de 28 anos.
 

Corumbá

O presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Raphael Domingos Kassar em entrevista ao site Diário Online, de Corumbá, diz que o impacto será grande. Já que a pecuária é um ciclo longo, diferentemente da agricultura. Portanto, os efeitos seriam sentidos durante os próximos cinco anos.

Conforme estima a Embrapa Pantanal, os prejuízos com a boiada já chegam a R$ 190 milhões se tratando de perda de peso das vacas, além da morte de bezerros, que soma R$ 13,7 milhões. Até então, a cidade de Corumbá não tinha registrado aumentos importantes no preço da carne.

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