quinta, 19 de julho de 2018

Após quase 1 mês, invasores desocupam casas

15 OUT 2010Por anahi zurutuza06h:00



Trinta e três famílias que invadiram casas do Residencial Iguatemi, localizado na saída para Cuiabá, em Campo Grande, foram despejadas ontem. Com auxílio de policiais militares e da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), o oficial de Justiça José Wilson Nunes entregou os mandados de reintegração de posse aos moradores irregulares. Equipe da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab) esteve no local e ofereceu transporte gratuito dos pertences dos invasores aos endereços indicados por eles. Não houve confronto, mas muitos recusaram-se a sair, por isso, móveis e eletrodomésticos acabaram ficando espalhados nas ruas.

O desocupação cumpriu ordem do juiz Fernando Paes de Campos, da 5ª Vara de Fazenda Pública. Na quarta-feira (13), moradores receberam notificação que dava prazo de 10 dias para que eles deixassem as casas invadidas. Contudo, à tarde, uma das residências foi incendiada e, alegando que invasores ameaçavam depredar os imóveis, a Agehab pediu à Justiça que o despejo dos irregulares fosse feito o mais breve possível.

Na manhã de ontem, o magistrado decidiu pela reintegração de posse imediata. “Por mais que a moradora da casa incendiada diga que o fato foi provocado pelo ex-marido por motivos particulares, a gente desconfia. É, no mínimo, estranho que o atentado tenha acontecido logo depois que os invasores receberam a ordem de despejo”, afirma o assessor jurídico da Agehab, Marco Antônio Rodrigues, que estava presente na desocupação.

As 33 casas foram invadidas no dia 21 de setembro deste ano, 15 dias depois que o residencial foi inaugurado. Famílias ocuparam irregularmente alegando que os contemplados com as unidades habitacionais do Iguatemi haviam abandonado os imóveis.

Ocorre que, segundo a Agehab, depois que recebem as chaves, os beneficiados têm prazo de 30 dias para fazer a mudança para a nova casa. “A maioria ocupa rápido, como fizeram cerca de 90 beneficiários, mas outros deixam para a última hora. De qualquer forma, as casas estavam vazias, mas os novos proprieários ainda tinham prazo para mudar”, afirma Marco Antônio.

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