Sábado, 16 de Dezembro de 2017

CAMPINAS

Após mortes, secretário da Segurança sai em defesa da PM

14 JAN 2014Por FOLHA PRESS19h:15

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, afirmou na tarde de hoje que não existe uma "linha de investigação mais forte" no caso das chacinas que deixaram 12 mortos em Campinas (a 93 km de São Paulo) e saiu em defesa da Polícia Militar, que é apontada por vizinhos e parentes das vítimas como autora dos crimes.

"É muito cedo ainda para termos qualquer definição. Todas as hipóteses serão investigadas. No tocante à Polícia Militar, é muito cedo para fazer qualquer afirmação", disse Vieira.

"Eu só queria lembrar que uma instituição como a Polícia Militar tem relevantes serviços prestados à comunidade e tem cerca de 90 mil homens em suas fileiras. Portanto, uma instituição com esse tamanho pode ter eventualmente algumas pessoas que tenham desvios", completou.

A série de ataques que fez 12 vítimas ocorreu entre a noite de anteontem e a madrugada de ontem na região do Ouro Verde, periferia de Campinas. Horas antes, um policial militar em horário de folga foi morto ao reagir a um assalto em um posto de gasolina na mesma região.

O secretário da Segurança Pública esteve na cidade para acompanhar as investigações e se reunir com a cúpula das polícias locais. Durante entrevista coletiva, Vieira reafirmou diversas vezes que a imagem da PM não deve ser maculada caso fique provado a culpa de alguns policiais.

De acordo com o secretário, está sendo investigado se, entre os mortos nos ataques, estavam os autores do latrocínio que vitimou o PM no posto de gasolina.  

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