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VENEZUELA

Após mortes e protestos violentos, misses venezuelanas pedem paz

21 FEV 14 - 18h:30FOLHA PRESS

As misses da Venezuela, país que venceu metade dos concursos de Miss Universo, se uniram em uma iniciativa pela paz depois das recentes mortes de duas misses no país.

Em um vídeo de sete minutos, as mulheres, organizadas no grupo Misses4peace, aparecem em fotos segurando cartazes que pedem o fim da violência.

"Não mais balas", "SOS Venezuela", "Amo minha Venezuela", escreveram as misses.

Na última terça-feira, a miss Génesis Carmona, 22, foi baleada na cabeça durante manifestação na cidade de Valencia, na Venezuela.

A Miss Turismo 2013 do Estado de Carabobo foi a quinta pessoa morta desde que começaram os protestos de oposição no país.

Ela foi atingida por homens em motocicletas que disparavam na manifestação. Há a suspeita de que os atiradores façam parte de milícia apoiada pelo governo no país.

No maior desafio ao governo de 10 meses de Nicolás Maduro, os manifestantes demandam sua renúncia ante o aumento da criminalidade, inflação, escassez de artigos básicos e suposta repressão à oposição na Venezuela.

O Misses4peace afirma não se tratar de uma iniciativa política, "mas exigimos a paz em nossa amada Venezuela, que hoje chora a recente e violenta morte de duas de nossas rainhas: Mónica Spear e Génesis Colmenares", diz sua apresentação.

Mónica Spear, Miss Venezuela 2004, foi morta em um assalto em janeiro, o que comoveu o país e fez Maduro convocar uma reunião para discutir um plano contra violência.

A Venezuela, com 39 mortes a cada 100 mil habitantes, tem um dos índices de homicídio mais altos do mundo.

"Antes conhecido como o país das mulheres mais belas do mundo, agora encabeça a lista dos países mais violentos do planeta", diz o Misses4peace.

Protestos

A nação de 29 milhões de pessoas está divida entre os "chavistas", como ainda são conhecidos os apoiadores de Maduro, e seus opositores.
Seis pessoas morreram, cinco baleadas e uma atropelada, quando os protestos se tornaram violentos em Caracas e outras cidades ao redor da Venezuela, especialmente na região andina no oeste do país.

Emissoras de TV locais não estão fazendo praticamente nenhuma cobertura ao vivo dos protestos, razão pela qual os venezuelanos recorrem às redes socais para trocar informações e imagens. Imagens falsas também começaram a circular.

Os protestos começaram e têm mais força em bairros de classe média de Caracas, mas manifestações esporádicas também se espalharam por áreas mais pobres. 

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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