Quinta, 14 de Dezembro de 2017

MERCADORIA

Após aumento do IOF, procura por dólar sobe

13 JAN 2014Por FOLHA PRESS14h:28

A procura por dólar e outras moedas em espécie aumentou até 40% desde que o governo elevou, no fim de dezembro, a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no cartão de débito, saques em moeda estrangeira no exterior, compras de cheques de viagem (traveler cheque) e carregamento de cartões pré-pagos com moeda estrangeira.

A demanda pelos cartões pré-pagos caiu na mesma proporção, segundo corretoras de câmbio e bancos consultados pela Folha de S.Paulo. A avaliação, no entanto, é de que a queda ficará aos poucos mais amena, uma vez que este tipo de produto oferece vantagens que, para alguns consumidores, compensam o imposto maior.

"Fazemos cerca de 4 mil operações por dia. Antes, cerca de 50% desse total era com cartões pré-pago. Hoje, o percentual caiu para 30%. Houve uma clara migração para o dólar em espécie", diz Alexandre Fialho, diretor da Cotação, corretora do Banco Rendimento.

O diretor ressalta que alguns grupos de consumidores continuarão utilizando cartões pré-pagos, mesmo com a tributação maior. É o caso das pessoas que vão fazer intercâmbio no exterior por períodos longos, de seis meses, por exemplo.

"O pai que vai mandar o filho para uma temporada de estudos de seis meses na Austrália não vai preferir que ele leve todo o dinheiro que será utilizado nesse período em espécie, pois o risco de perda ou roubo é muito grande. As facilidades do cartão pré-pago, como o recarregamento à distância e o acompanhamento do extrato on-line, falam mais alto do que o imposto, neste caso", afirma.

O acompanhamento do extrato on-line também é possível para quem utiliza o cartão de crédito comum, com imposto igualmente de 6,38%. A diferença é que no cartão pré-pago a taxa de câmbio é sabida no momento em que o consumidor recarrega o cartão e, no cartão de crédito, apenas quando a fatura estiver fechada, no mês seguinte.

"Essa é uma vantagem bastante interessante, que pesa ainda mais em um cenário de forte oscilação do câmbio, como o atual", diz Luiz Almeida, vice-presidente de marketing da Super. "Quando o consumidor vê que a cotação do dólar caiu, sabe que é um dia bom para recarregar o cartão pré-pago. Assim, evita uma surpresa no futuro", acrescenta.  

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