segunda, 23 de julho de 2018

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Após atentado no Egito, papa Bento 16 pede proteção aos cristãos

1 JAN 2011Por Folha09h:53

O papa Bento 16 pediu neste sábado aos dirigentes de todo o mundo que defendam os cristãos contra os abusos e as intolerâncias religiosas, depois do atentado contra uma igreja copta em Alexandria, no Egito, que deixou 21 mortos.

"Ante as tensões ameaçadoras do momento, ante (...) os abusos e a intolerância religiosa, que golpeiam hoje os cristãos, em particular, uma vez mais convido a não ceder ao desalento e à resignação", disse o papa durante a missa celebrada na Basílica de São Pedro.

"É necessário um compromisso concreto e constante dos chefes das nações", acrescentou Bento 16 durante a celebração.

"A humanidade não pode se mostrar resignada ante a força negativa do egoísmo e da violência, não deve se acostumar aos conflitos que causam vítimas e põem em risco o futuro dos povos", declarou o papa na homilia

A explosão, que ocorreu após uma missa para celebrar o Ano Novo, pode ter sido um atentado suicida. As informações foram divulgadas neste sábado pelo Ministério do Interior em um comunicado. No comunicado, divulgado pela imprensa local, o ministério diz que não foram encontrados no local os destroços de um carro-bomba, o que sugere que a explosão deve ter sido ocasionada "por um suicida que se misturou aos fiéis e morreu entre eles". Anteriormente, havia sido divulgado que se tratava de um carro-bomba.

Outras 43 pessoas ficaram feridas na explosão, que levou centenas de coptas --os cristãos do Egito-- a organizar protestos nas ruas durante a madrugada deste sábado. A igreja copta representa uma das crenças orientais mais antigas do mundo, sendo governada pelo atual líder --o papa Shenouda 3º-- ao lado de seu sínodo.

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