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Após ataque, país planeja retirar tropas de bases na Crimeia

19 MAR 14 - 23h:00FOLHAPRESS

O secretário de Segurança Nacional da Ucrânia, Andriy Parubiy, disse que o país planeja a retirada das tropas da Crimeia. A medida é tomada após três bases ucranianas serem alvo de ataques na região autônoma.

Mais cedo, homens armados invadiram a base de Novoozernoye, no oeste da península, e ativistas pró-Rússia entraram no quartel-general da Marinha ucraniana, em Sebastopol, cidade que também abriga a sede da frota da Marinha russa no mar Negro.

Em entrevista coletiva após reunião do Conselho de Segurança Nacional, Parubiy disse que o plano visa retirar os soldados e suas famílias de forma rápida e eficaz a outras partes do país.

Ele declarou ainda que o governo ucraniano pedirá que a ONU transforme a Crimeia em zona desmilitarizada, o que significaria a saída dos militares russos de sua principal base no mar Negro. A medida, porém, precisa ser submetida ao Conselho de Segurança e deverá ter veto de Moscou.

Parubiy anunciou também que a Ucrânia está deixando a Comunidade de Estados Independentes, formada por ex-repúblicas soviéticas, e introduzirá vistos para os cidadãos russos, em represália à ocupação da Crimeia. O governo local não aceita a separação da região autônoma, assim como os Estados Unidos e a União Europeia.

Mais cedo, o presidente da Ucrânia, Olexander Turchinov, deu um ultimato de três horas às autoridades da Crimeia para que sejam liberados o chefe da Marinha ucraniana, Serhiy Hayduk, e outros militares que foram detidos após o ataque à base de Novoozernoye. "Se eles não forem soltos, as autoridades tomarão as medidas oportunas", disse Turchinov.

A Promotoria da Crimeia afirma, porém, que o militar foi preso para ser questionado sobre a ordem de Kiev para disparar contra os milicianos da península. Os dois ataques, no entanto, ocorreram sem confronto e os soldados ucranianos deixaram as instalações militares de forma pacífica.

O chefe de Estado interino da Ucrânia também lamentou que as autoridades da Crimeia não tenham deixado aterrissar o avião que levava o vice-primeiro-ministro, Vitali Yarema, e o ministro da Defesa, Igor Teniuj, a Simferopol, enviados para tentar negociar com o governo da região autônoma.

A Crimeia reivindica o controle das bases, uma das medidas tomadas após o refendo em que 97% dos votantes decidiram pela anexação da Crimeia à Federação Russa. Segundo decreto local, os militares ucranianos deverão decidir se aderem à Rússia ou deixam a região.

A Ucrânia não reconhece a consulta, assim como Estados Unidos e União Europeia. A incorporação recebeu ontem o aval do presidente da Rússia, Vladimir Putin. 

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