Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

Selvagem

Após abandonar enfermagem, jovem fica dias na selva

9 JAN 2011Por Carlos Henrique Braga00h:00

Só falta passar na prova da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e turbinar o inglês para a atendente de hospital Gleiciane Schmitt, de 22 anos, entrar na fila dos concorrentes a uma vaga de aeromoça. Ela já ficou dias na selva, sem comida nem banho, em teste de sobrevivência  exigido pelo curso de formação, no qual até matou galinha.

Foi a “inconstância” da função que a fez trocar a graduação em enfermagem pelo curso de comissária, no ano passado. “Sempre gostei de estar em contato com muita gente, e pra mim viajar o País e ganhar bem não é problema nenhum”, resume.

Companhias não abrem vagas todo dia. Enquanto espera, ela fica ligada em comunidades na internet que concentram candidatos que sonham com um  lugar nos céus. O contato não é novo. Desde que amigos próximos abraçaram a carreira, Gleiciane passou a considerar a profissão para a vida toda, não como um passaporte para melhores trabalhos, como querem alguns. “Dá para fazer carreira na aviação, ficar velhinha, se aposentar”, brinca. (CHB)

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