Sábado, 23 de Junho de 2018

Após 25 anos, luta de Marçal continua sem vencedores

25 MAI 2008Por 23h:15
     

        Fausto Brites

        Vinte cinco anos depois, a disputa por terras que resultou na morte do líder indígena Marçal de Souza não tem vencedores. É um quarto de século marcado apenas sofrimentos. De um lado está o suposto mandante do assassinato, o ex-fazendeiro Líbero Monteiro de Lima, que, doente, vive extremas dificuldades econômicas. Do outro está a índia Cibelina Villalba, companheira de Marçal, hoje em situação de miséria, morando na Aldeia Campestre, longe das terras onde, em tese, deveria estar ocupando pelo menos um pedaço. Totalmente improdutiva, a área de 2,5 mil hectares que motivou toda essa história de tragédias está nas mãos de algumas poucas famílias guarani-kaiowá, as quais também vivem em absoluta miséria. E, até hoje a posse das terras é motivo de disputas judiciais entre familiares de Líbero e a União.

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