segunda, 16 de julho de 2018

POLÊMICA

Apoiadores do WikiLeaks planejam protestos no mundo

11 DEZ 2010Por FOLHA ONLINE14h:25

Apoiadores do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, planejam para este sábado uma onda de manifestações em várias cidades do mundo. Os protestos pedirão a libertação de Assange, que está detido em Londres (Reino Unido), desde terça-feira (7) à espera de sua extradição para a Suécia.

Em São Paulo, o protesto aconteceu às 11h e contou com cerca de 30 pessoas diante do Consulado Geral Britânico.

O Free WikiLeaks convocou manifestações às 15h em oito cidades espanholas, entre elas Madri e Barcelona, e também em Amsterdã, Buenos Aires, Cidade do México, Bogotá e Lima em outros horários, segundo seu site.

Em um manifesto intitulado "Pela liberdade, diga não ao terrorismo de Estado", Free WikiLeaks pede "a libertação de Julian Assange no território do Reino Unido" e "a recuperação do domínio do WikiLeaks".

Também pede que, "já que ninguém demonstrou a culpa de Assange pelos crimes de que é acusado, nem a organização WikiLeaks está envolvida em nenhum deles, que seja restituído o serviço nas redes de Visa e Mastercard para que a circulação de dinheiro seja feita livremente".

Assange enfrenta acusações de crimes sexuais pela Justiça sueca, que pede sua extradição do Reino Unido. Assange alega inocência e diz que o caso foi criado para desacreditar os vazamentos do WikiLeaks. O site divulga, há 13 dias, mais de 250 mil documentos diplomáticos americanos que causaram constrangimentos para Washington e seus aliados.

SÃO PAULO

O ato de São Paulo foi organizado por meio de blogs e de redes sociais.

Militantes do PCO (Partido da Causa Operária) trouxeram bandeiras, megafones e edições do jornal "Causa Operária". Os integrantes do Felco (Festival Latino Americano da Classe Obrera), por sua vez, venderam DVDs sobre o site WikiLeaks por R$ 3.

 

 

"O ato é para que as autoridades saibam que há pessoas aqui apoiando o Assange", diz a estudante Kainara Ferreira, 18.

Após discursarem contra o imperialismo, os presentes jogaram futebol na rua. A bola caiu dentro do consulado. Minutos depois, o segurança do prédio devolveu o brinquedo.

A manifestação acabou em seguida, às 13h30.

 

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